Força-tarefa preventiva com Polícia, Procon e Vigilância Sanitária busca evitar intoxicações. Goiás não tem casos registrados até o momento.

Goianésia - Uma força-tarefa preventiva contra a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol foi montada em Goiás. Equipes formadas por diferentes forças policiais e órgãos de defesa do consumidor vão fiscalizar bares e distribuidoras no estado.

O Secretário de Segurança Pública, Renato Brum, explicou que a operação é coordenada pela Polícia Militar, Procon e Vigilância Sanitária, que vistoriarão estabelecimentos em busca de garrafas com indícios de adulteração.

“Inicialmente, nós vamos constatar se essa bebida é falsificada. A constatação do metanol é mais complexa. Existindo dúvidas, estaremos encaminhando a amostragem à Polícia Técnico-Científica, que tem a capacidade e laboratório estruturado para que possa colocar o reagente e constatar o metanol”, enfatizou Brum.

A fiscalização é minuciosa e vai verificar: Selos, rótulos e embalagens das bebidas e notas fiscais dos produtos.

Caso seja constatada a falsificação, o material será recolhido e o proprietário do estabelecimento poderá sofrer sanções administrativas e criminais. Amostras suspeitas serão encaminhadas para análise da Polícia Técnico-Científica (PTC), responsável por identificar a presença do metanol.

Saúde e Tratamento de Intoxicação

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também integra a força-tarefa, orientando hospitais e médicos sobre o tratamento de casos de intoxicação.

O Secretário de Saúde, Rasivel dos Reis, explicou que o perigo do metanol é que ele se confunde com o álcool comum. Os sintomas iniciais são semelhantes a uma ressaca e podem evoluir rapidamente para: Visão turva; dor abdominal; convulsões; coma e, em casos graves, levar à morte.

A Secretaria de Saúde informou que está buscando informações e preparando a rede hospitalar.

“Estamos buscando informações nos outros estados também. Porque o antídoto para o álcool metílico, por incrível que pareça, que tem no Brasil, é o álcool etílico. É um álcool etílico especial, que compramos em ampolas. Estamos buscando ter reserva para caso haja algum caso suspeito ou que necessite desse antídoto”, detalhou Rasivel dos Reis.

A Secretaria de Saúde reforça que, no Brasil, o antídoto mais utilizado é o etanol absoluto (99,9%), aplicado em ambiente hospitalar. A medicação Fomepisol, alternativa no exterior, não possui registro na ANVISA e, por isso, não pode ser usada.

Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) recebeu 59 notificações sobre o problema no país. Em Goiás, não há registros de intoxicação por metanol.