Goianésia - A Agrodefesa intensificou as notificações e ações de fiscalização em pomares abandonados em Goiás. De acordo com o órgão, essas áreas representam risco elevado para a citricultura por favorecerem a proliferação do psilídeo, inseto transmissor da bactéria causadora do HLB, também conhecido como greening, considerada a principal praga dos citros.
O gerente de sanidade vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explica que o monitoramento contínuo e a atuação preventiva são fundamentais para conter a disseminação da doença. Segundo ele, a citricultura está em expansão no estado e já se consolidou como uma importante fonte de renda para produtores e para a economia goiana.
“A Agrodefesa atua de forma preventiva em todo o território goiano, levando informação técnica qualificada sobre a prevenção de pragas e doenças e sobre boas práticas agrícolas. Para que esse trabalho seja efetivo, a parceria do produtor é essencial”, afirmou. Leonardo destaca que o uso de mudas certificadas e rastreáveis, a eliminação de restos culturais e a atenção aos sintomas de doenças, como o cancro cítrico e o HLB, são medidas indispensáveis.
O gerente explica que os pomares abandonados representam um dos principais focos de risco. “Essas áreas servem como locais de proliferação do psilídeo, inseto transmissor da bactéria Candidatus Liberibacter spp., responsável pelo amarelecimento das plantas, queda dos frutos e, em muitos casos, pela morte das árvores. O HLB não tem cura, o que exige a erradicação das plantas doentes e o controle rigoroso do vetor para proteger as áreas produtivas”, detalhou.
Levantamentos técnicos da Agrodefesa e de órgãos de sanidade vegetal indicam que o HLB responde por mais de 90% dos prejuízos fitossanitários em áreas citrícolas onde há ocorrência da doença. Estudos também apontam que pomares abandonados podem aumentar em até cinco vezes a presença do psilídeo, elevando significativamente o risco de contaminação de lavouras vizinhas.
Leonardo Macedo reforça a importância da participação da população no enfrentamento do problema. “Ao identificar um pomar abandonado, qualquer pessoa pode realizar a denúncia pelo site da Agrodefesa, acessando a opção ‘Denuncie pomares abandonados’, disponível na página inicial. A colaboração da sociedade é essencial para proteger a produção goiana”, destacou.
A Agrodefesa orienta que as denúncias sejam feitas pelo site oficial da agência. As informações recebidas auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização e no controle fitossanitário, contribuindo para a preservação da citricultura, a segurança alimentar e o fortalecimento da economia do estado.




