De acordo com relatos, as ofensas foram direcionadas ao preparador de goleiros e à médica do time visitante

Goianésia - Um torcedor do Goianésia Esporte Clube foi preso em flagrante neste último domingo (9), após proferir ofensas racistas contra membros da comissão técnica do Mixto Esporte Clube, durante partida válida pela oitava rodada da Série D do Campeonato Brasileiro. O caso ocorreu por volta dos 40 minutos do segundo tempo, no Estádio Valdeir José de Oliveira, em Goianésia (GO).

De acordo com relatos, as ofensas foram direcionadas ao preparador de goleiros e à médica do time visitante. A atitude foi prontamente identificada após acionamento da diretoria do Goianésia, que chamou a equipe de segurança do estádio. O torcedor foi detido ainda no local e conduzido imediatamente à delegacia, sob acompanhamento do presidente do conselho deliberativo do clube, o delegado Marco Antônio Maia, de representantes do Mixto e da Polícia Militar.

Em nota oficial, o Goianésia Esporte Clube afirmou que o torcedor será excluído do programa de sócio-torcedor e está banido de comparecer a quaisquer jogos da equipe. O clube também declarou apoio total à apuração dos fatos e à responsabilização criminal do agressor.

O presidente do Conselho Deliberativo, Marco Antônio Maia, expressou indignação e tristeza diante do ocorrido: “A gente trabalha no futebol há mais de 10 anos e sempre prezamos por um ambiente de respeito e união. O que aconteceu hoje talvez seja o fato mais triste desses anos todos. No momento da injúria, a polícia foi acionada e, rapidamente, o torcedor foi identificado e levado à delegacia. Nós do Goianésia estamos dando todo o suporte jurídico ao Mixto, acompanhando a equipe na delegacia e colaborando com os testemunhos. Esse episódio não reflete os valores do nosso clube. O torcedor está banido. Esperamos que a justiça seja feita e que esse caso sirva de exemplo. Racismo não tem vez no futebol e nem na sociedade.”

A partida foi reiniciada e finalizada com o placar 2x2, mas o episódio gerou revolta entre os torcedores presentes e nas redes sociais. A diretoria do Mixto também se manifestou, exigindo medidas exemplares para que casos como este não se repitam.

O caso será investigado pela Polícia Civil como injúria racial, crime que pode resultar em reclusão de um a três anos, além de multa. A legislação brasileira prevê agravantes quando o crime ocorre em ambiente esportivo.