Espaço oferece atendimentos psicológicos supervisionados

Goianésia- A busca por atendimento psicológico tem aumentado nos últimos anos, impulsionada por desafios emocionais cada vez mais presentes no cotidiano da população. Em instituições de ensino superior, as clínicas-escola surgem como alternativa de acesso ao cuidado em saúde mental, ao mesmo tempo em que contribuem para a formação prática de novos profissionais.

Na Uniego, a Clínica Escola de Psicologia oferece serviços à comunidade e integra o processo de aprendizagem dos estudantes do curso. O coordenador da clínica, Guilherme Noleto, explica como o espaço está estruturado e de que forma os atendimentos são realizados.

Segundo ele, o local funciona como um ambiente de formação acadêmica, onde os alunos realizam atendimentos clínicos e avaliações psicológicas a partir de diferentes abordagens da psicologia enquanto ciência e profissão.

“A clínica é orientada por valores fundamentais. Trata-se de um espaço de educação conectado à promoção da saúde, que busca articular a formação de profissionais competentes com o tratamento digno das pessoas atendidas, construindo laços baseados na ética, no respeito, no conhecimento e na responsabilidade”, destaca.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 970 milhões de pessoas vivem com algum transtorno mental no mundo, o que amplia a procura por serviços especializados. Nesse cenário, a clínica também estabelece critérios para o atendimento do público e define quais casos podem ser acompanhados pelos estagiários.

De acordo com o coordenador, os serviços oferecidos são o psicodiagnóstico e a psicoterapia. No psicodiagnóstico, o público atendido é amplo, abrangendo desde crianças até idosos. Já na psicoterapia, foi estabelecida uma idade mínima de 12 anos para os atendimentos.

Também existem restrições para determinados casos. Situações de desregulação emocional muito intensa, transtornos de personalidade ou quadros crônicos que demandam acompanhamento terapêutico de longo prazo não são atendidos na clínica, já que o modelo de estágio possui duração limitada e os estudantes estão em processo de formação. “Essas definições respeitam tanto o melhor desenvolvimento para o paciente quanto os limites acadêmicos do estágio”, explica.

Além dos critérios de atendimento ao público, o funcionamento da clínica envolve etapas específicas na formação dos estudantes e acompanhamento técnico permanente durante os estágios.

Os alunos passam a realizar atendimentos a partir do 8° período do curso, quando iniciam as atividades de psicodiagnóstico. Já os atendimentos psicoterapêuticos começam no 9° período, dentro da modalidade de estágios obrigatórios.

Durante todo o processo, os estudantes são acompanhados por supervisores. Os professores responsáveis possuem registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP) e especialização nas áreas em que atuam. Atualmente, a clínica trabalha com três abordagens terapêuticas: psicanálise, gestalt-terapia e terapia cognitivo-comportamental.

Com atendimentos realizados por estudantes em fase final da graduação e acompanhamento de professores habilitados, a Clínica Escola amplia o acesso da comunidade a serviços psicológicos. Os agendamentos podem ser feitos presencialmente ou por meio de formulário, permitindo a triagem inicial das demandas.

Acesse o link com o formulário para inscrição:Confira