Goianésia- O advogado goiano Matheus Menezes, que possui nanismo, relata ter sido desclassificado no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), mesmo estando inscrito como pessoa com deficiência (PCD). Segundo ele, não foram oferecidas adaptações durante a prova, apesar de ter apresentado laudos médicos e solicitado ajustes à banca organizadora.
De acordo com Menezes, a banca avaliadora aplicou os mesmos critérios físicos utilizados para candidatos da ampla concorrência. Entre as provas, estava incluído um salto de 1,65 metro, o mesmo exigido de candidatos sem deficiência. Vídeos vinculados em páginas de notícias mostram o momento em que um fiscal informa ao advogado:
“O candidato não atingiu o mínimo exigido pelo edital, que é de 1,65m. Infelizmente, candidato, será considerado inapto aqui nesta prova”.
Antes do TAF, Menezes já havia aprovado outras etapas do concurso, como provas objetiva, discursiva e oral. Ele afirma que a falta de adaptações o prejudicou de forma injusta e discriminatória.
“De forma preconceituosa e discriminatória, eles não adaptaram o TAF”, declarou.
Regras do concurso
O edital do concurso prevê que 10% das vagas sejam destinadas a pessoas com deficiência e estabelece a possibilidade de concessão de condições especiais para a realização das provas. Segundo o documento, o candidato PCD deve apresentar laudo médico original ou cópia autenticada, emitido nos últimos 90 dias, especificando a espécie e o grau da deficiência.
Além disso, o edital afirma que, sempre que possível, serão garantidas provas adaptadas de acordo com o tipo de deficiência, permitindo ao candidato participar em condições de igualdade com os demais. Menezes garante que apresentou toda a documentação exigida dentro do prazo.
Contato com instituições
A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela aplicação do concurso, e a Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol) foram procuradas para comentar o caso. Até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação das instituições.




