Investigação inclui câmeras, registros médicos e deslocamento de viaturas

Goianésia- A Auditoria Militar da Comarca de Goiânia recebeu denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra seis policiais da 31ª Companhia Independente de Polícia Militar (31ª Cimp), em Anápolis, por suposta tortura, violação de domicílio e ocultação de provas.

Os acusados são os subtenentes Luis Carlos Pereira da Silva e Fernando Emílio Silva Pereira, o 1º sargento Victor Lemes Vaz da Costa, os cabos Gustavo Dutra Monteiro e Paulo Sérgio Santana Albernaz, e o soldado Pablo Gabriel Pereira Dias. Segundo o MPGO, eles teriam submetido um civil a agressões e ameaças em setembro de 2020 para obter informações, configurando, em tese, tortura qualificada.

Além disso, dois dos policiais teriam entrado na residência da vítima sem autorização judicial e todos teriam providenciado vestimentas para substituir roupas danificadas, em uma tentativa de dissimular vestígios do crime. Dados de GPS e registros operacionais da viatura utilizada corroboram a versão da vítima.

A juíza da Auditoria Militar deferiu integralmente medidas cautelares solicitadas pelo MPGO, proibindo qualquer contato dos denunciados com a vítima, familiares ou testemunhas, sob pena de prisão preventiva. A decisão visa garantir a segurança das pessoas envolvidas e a integridade do processo.

Paralelamente, foi requisitada a instauração de um novo inquérito para apurar possível tortura contra outra pessoa presente no local. Com o recebimento da denúncia, o caso entra na fase de instrução, na qual provas serão produzidas e ouvidas as partes, garantindo amplo direito de defesa.