O primeiro caso registrado aconteceu em 2017

Goianésia-Um professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Faculdade de Veterinária, foi demitido após seis alunas denunciarem episódios de abuso sexual. Segundo informações da imprensa, as estudantes relataram condutas inadequadas do docente, incluindo assédio físico e tentativas de isolamento em situações privadas.

Primeira denúncia e relatos

O primeiro caso registrado aconteceu em 2017, quando uma ex-aluna passou a perceber comportamentos do professor considerados impróprios para a função. Ela relatou que ele tocava seu cabelo e braço de forma inapropriada e tentou ficar sozinho com ela em alguns momentos. Durante uma atividade na fazenda escola, o professor teria sugerido ir a um motel, situação que deixou a estudante assustada. Após o episódio, mensagens do docente continuaram a ser enviadas, mantendo o assédio.

Outras estudantes se manifestam

Em 2023, cinco outras alunas procuraram a universidade para relatar experiências semelhantes. Segundo relatos, os casos eram conhecidos entre os estudantes, mas só ganharam força com a abertura de um processo administrativo. De acordo com a advogada Patricia Zapponi, que representa as seis estudantes, o professor utilizava sua posição para obter favores sexuais, afirmando que a recusa poderia prejudicar oportunidades profissionais das alunas.

Demissão e consequências

A exoneração do professor foi publicada no Diário Oficial da União, após conclusão de processo administrativo disciplinar que o considerou culpado por violação do dever funcional e uso indevido do cargo para proveito pessoal. A advogada das vítimas considera a medida um passo inicial para responsabilizar o docente, que ainda enfrenta investigação policial no âmbito criminal.

Impacto psicológico nas vítimas

As alunas relataram que os episódios causaram danos emocionais severos, incluindo sentimentos de culpa e medo. Uma das estudantes afirmou que se sentiu pessoalmente responsável pelo assédio, evidenciando o impacto psicológico prolongado das ações do professor.

Universidade ainda aguarda notificação

A reportagem tentou contato com docente, mas não obteve sucesso. A UFG afirmou que não foi oficialmente notificada pelo Ministério da Educação sobre a demissão, mas poderá se manifestar após a devolução formal do processo.