Goianésia - O avanço da tecnologia e o crescimento dos crimes financeiros têm ampliado a preocupação com o uso indevido de dados pessoais no país. Diante desse cenário, ferramentas de proteção digital ganham espaço como aliadas na prevenção de golpes e na redução de prejuízos para a população.
Uma dessas iniciativas é o serviço BC Protege Mais, disponibilizado pelo Banco Central, que permite ao cidadão bloquear a abertura de contas bancárias em seu nome sem autorização. A funcionalidade também impede que dados pessoais sejam utilizados de forma indevida por instituições financeiras, dificultando a ação de criminosos.
Durante participação no quadro “De Olho no Golpe”, o delegado Marco Antônio Maia, titular da Delegacia de Barro Alto, destacou a importância da ferramenta no enfrentamento às fraudes.
“O Protege Mais é um mecanismo de grande relevância. Lançado em dezembro de 2025, já reúne cerca de um milhão de usuários. Em aproximadamente cinco meses, foram bloqueadas mais de 135 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas. Mesmo assim, ainda há um número expressivo de pessoas que não aderiram ao serviço”, afirma.
O acesso ao sistema é simples e gratuito. O usuário deve entrar no portal do Banco Central, realizar login com a conta Gov.br e ativar a funcionalidade informando CPF e, se necessário, CNPJ. A partir desse momento, qualquer tentativa de abertura de conta em nome do titular só poderá ser concluída mediante autorização expressa.
Na prática, a ferramenta impede a criação de contas fraudulentas, frequentemente utilizadas em golpes financeiros. Segundo o delegado, as instituições financeiras são obrigadas a consultar o sistema antes de abrir novas contas.
“Se o Protege Mais estiver ativado, o banco não pode prosseguir com a abertura da conta sem autorização do titular pelo Gov.br. Caso não haja essa liberação, a solicitação é cancelada e a tentativa pode ser comunicada ao Banco Central”, explica.
A medida atua diretamente no combate a crimes como a criação de contas “laranja”, contratação indevida de empréstimos, emissão de cartões de crédito e realização de movimentações financeiras fraudulentas.
Além de evitar prejuízos financeiros, a ferramenta também reduz problemas jurídicos para cidadãos que têm seus dados utilizados por criminosos. Em muitos casos, vítimas acabam sendo investigadas por movimentações ilegais realizadas em contas abertas em seus nomes.
“Essa funcionalidade evita que a pessoa seja vítima direta e também impede que ela seja usada como intermediária em golpes. Provar a inocência em situações como essa pode ser um processo complexo e desgastante”, ressalta Marco Antônio Maia.
O Banco Central também tem adotado outras estratégias para reforçar a segurança no sistema financeiro, como o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para o Pix e o uso de inteligência artificial na identificação de transações suspeitas.
Diante do aumento dos golpes no país, a recomendação é manter atenção redobrada, evitar o compartilhamento de dados pessoais e utilizar ferramentas de proteção disponíveis.
“A conscientização é a principal ferramenta de proteção. É fundamental desconfiar de solicitações inesperadas e buscar informações antes de tomar qualquer decisão”, conclui o delegado.
Para mais Informações, acesse: BC Protege Mais




