Goianésia - Uma técnica de enfermagem foi presa preventivamente, suspeita de participar de um esquema de estelionato que resultou em prejuízo de R$ 5,8 mil aos familiares de um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Aparecida de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a profissional teria utilizado o acesso ao sistema da unidade de saúde para obter informações sigilosas do paciente e repassá-las a um comparsa, que entrou em contato com a família solicitando dinheiro para supostos exames de urgência.
A investigação aponta que o crime foi praticado durante um plantão da suspeita. Aproveitando-se da vulnerabilidade emocional dos parentes diante da internação, os envolvidos teriam criado uma falsa situação de emergência para convencer a família a realizar uma transferência bancária.
Dados sigilosos foram utilizados no golpe
De acordo com as apurações, a técnica de enfermagem fotografou informações do paciente armazenadas no sistema interno do hospital e enviou o material a outro suspeito. Com os dados em mãos, o comparsa entrou em contato com o filho do paciente, afirmando que o plano de saúde não cobria determinados exames que precisariam ser realizados imediatamente.
Diante da suposta urgência e preocupado com o estado de saúde do familiar internado, o homem efetuou a transferência solicitada, acreditando que o pagamento era necessário para a continuidade do atendimento médico.
Imagens reforçaram as investigações
Segundo o delegado Igomar Caetano, responsável pelo caso, imagens das câmeras de segurança do hospital foram fundamentais para a identificação da suspeita. Os registros mostram a profissional utilizando o celular diante do computador durante o expediente e acessando informações relacionadas ao paciente.
A análise do aparelho celular também revelou elementos considerados relevantes para a investigação. Conforme a Polícia Civil, foram identificados indícios do recebimento de chamadas telefônicas, envio de fotografias e tentativas de apagar provas por meio da exclusão de conversas e do bloqueio de contatos.
Prisão preventiva e continuidade das apurações
A prisão preventiva foi solicitada pela autoridade policial com o objetivo de impedir a possível continuidade das práticas criminosas e garantir o andamento das investigações. O nome da suspeita não foi divulgado pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que os trabalhos continuam para identificar o comparsa que teria participado da fraude e verificar se outras pessoas podem ter sido vítimas do mesmo esquema em unidades de saúde da região.
Procurada, a Associação dos Hospitais Particulares informou que não irá se manifestar sobre o caso específico.
Orientações para evitar golpes
Especialistas e autoridades alertam que familiares de pacientes internados devem redobrar a atenção diante de solicitações financeiras feitas por telefone, especialmente quando envolvem procedimentos apresentados como urgentes.
Entre as recomendações estão desligar imediatamente a ligação suspeita, confirmar as informações diretamente com o hospital por meio dos canais oficiais e, sempre que possível, buscar esclarecimentos presencialmente na unidade de saúde.
A Polícia Civil reforça que hospitais e profissionais da área médica não costumam solicitar pagamentos emergenciais por telefone sem a devida formalização dos procedimentos, o que torna essencial a verificação prévia de qualquer pedido financeiro.




