Goianésia-A delegada Ana Paula Lamego Balbino teve a licença médica prorrogada por mais 30 dias nesta semana e chegará a 390 dias afastada das funções na Polícia Civil de Minas Gerais. A nova concessão ocorreu na mesma data em que se completou um ano da morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, crime pelo qual o marido da delegada, Renê da Silva Nogueira Júnior, é réu.
Ana Paula está afastada desde 2025. As licenças anteriores haviam sido concedidas por períodos de 60 dias, enquanto o documento mais recente prevê mais 30 dias de afastamento. Mesmo sem exercer as funções durante esse período, a delegada continua recebendo remuneração.
Desde o início do afastamento, Ana Paula teria recebido aproximadamente R$ 200 mil líquidos em salários. A manutenção da remuneração durante a licença segue as regras previstas para servidores públicos em tratamento de saúde.
Além do afastamento, a delegada é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Polícia Civil de Minas Gerais. O procedimento apura a eventual prática de transgressão disciplinar relacionada aos fatos envolvendo o caso.
Na esfera criminal, Ana Paula também é investigada pela morte de Laudemir. Segundo a investigação, ela teria cedido ao marido a arma utilizada no crime. O Ministério Público avalia a possibilidade de propor a ela um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instrumento previsto na legislação para determinados casos em que são preenchidos requisitos específicos.
O marido da delegada, Renê da Silva Nogueira Júnior, é réu pela morte do gari e deverá responder ao processo perante o Tribunal do Júri. Até o momento, não há data definida para o julgamento.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a concessão e a renovação de licenças médicas para servidores fazem parte dos procedimentos administrativos previstos em lei.
Em nota, a corporação afirmou que a “renovação de licença para tratamento de saúde de servidores ocorre regularmente, conforme previsão legal e mediante avaliação médica competente, observados os procedimentos administrativos aplicáveis”.
A nova licença mantém Ana Paula afastada das atividades enquanto os procedimentos relacionados ao caso seguem em andamento nas esferas administrativa e judicial.




