Goianésia-A abertura da 7ª Feira do Comércio, Indústria e Agronegócio de Goianésia (FECIG) foi marcada por uma manifestação sobre a participação do poder público na realização do evento. Durante o discurso, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goianésia, João Mário Tessarollo, fez uma cobrança direcionada à Prefeitura e à Câmara de Vereadores em relação ao apoio destinado à feira.
A FECIG reúne empresas, empreendedores e produtores de Goianésia e região e busca criar um ambiente de exposição de produtos, serviços e oportunidades de negócios. Para João Mário, a presença dos representantes dos poderes Executivo e Legislativo também deve estar relacionada ao incentivo às atividades que movimentam a economia local.
Ao comentar a posição apresentada durante a abertura, João Mário classificou a manifestação como uma crítica construtiva aos dois poderes e afirmou que, até o momento, não houve repasse financeiro direto para a realização da feira.
Na avaliação do presidente da CDL, a cobrança ocorre mesmo diante do reconhecimento de que o município possui outras demandas e enfrenta limitações de receita. A discussão, segundo ele, está relacionada à forma como os recursos públicos podem retornar para setores que contribuem para a movimentação econômica da cidade.
“Compreendemos que as demandas municipais são grandes e as receitas sempre limitadas. Porém, todas as receitas municipais, como IPTU, ISS, FPM, inclusive emendas parlamentares, são oriundas do bolso do consumidor, CPF ou CNPJ. Por isso, é importante que os poderes Legislativo e Executivo prestigiem os empreendedores do nosso município.”
A estrutura montada para a feira também foi mencionada durante o discurso. Para o presidente da CDL, a possibilidade de reduzir ou eliminar custos relacionados à participação dos empresários poderia funcionar como uma forma de incentivo aos participantes do evento.
Sobre esse ponto, João Mário defendeu que a estrutura necessária para a realização da FECIG pudesse ser disponibilizada sem custos aos empresários.
“E vou ainda além: acredito que toda essa estrutura aqui montada deveria ser disponibilizada sem custo para os nossos lojistas, viu, Renato? É muito importante, é um incentivo para os nossos geradores de imposto e renda da nossa cidade.”
João Mário também afirmou que a reivindicação apresentada pela classe empresarial não seria por um benefício específico, mas por uma participação mais efetiva do poder público em uma iniciativa que, segundo ele, reúne setores responsáveis pela geração de empregos, renda e arrecadação no município.
“A classe empresarial não está pedindo um favor, estamos pedindo reconhecimento. Desde a estrutura montada, com dados em mãos, afirmo com responsabilidade: somos também o maior PIB da região, somos o maior gerador de emprego e renda, além dos impostos que alimentam os cofres públicos.”
Ao concluir sua fala, João Mário afirmou que espera uma participação mais efetiva dos representantes dos poderes Executivo e Legislativo nas próximas edições da feira. Para ele, o apoio ao evento está diretamente relacionado ao estímulo à atividade econômica do município.
“Acreditamos que investir na FECIG é investir em Goianésia, é investir em quem gera riqueza, em quem movimenta a economia e em quem coloca o nome da nossa cidade no mapa do desenvolvimento. Esperamos que, na próxima edição, possamos contar com a generosidade e a efetiva participação dos poderes Executivo e Legislativo nesse grande projeto.”




