Goianésia-O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que está preso e é investigado pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves, foi novamente indiciado pela Polícia Civil de Goiás. Desta vez, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos da associação de proprietários de um condomínio em Caldas Novas, entidade administrada por ele.
Segundo o inquérito, mais de R$ 100 mil teriam sido utilizados em despesas que não estariam relacionadas às atividades da associação. Entre os gastos identificados estão pagamentos de despesas pessoais de Cléber e valores que, conforme a investigação, teriam sido destinados ao escritório responsável por sua defesa no processo relacionado à morte da corretora.
O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi indiciado no mesmo inquérito. A investigação aponta que cerca de R$ 30 mil foram gastos com combustível e manutenção de veículos, embora, segundo a Polícia Civil, a associação não possuísse nenhum automóvel.
Outro pagamento considerado irregular envolve aproximadamente R$ 28 mil, utilizados para quitar escrituras de imóveis particulares de Cléber. Conforme o inquérito, os recursos saíram da conta da associação, administrada pelo síndico.
A Polícia Civil também identificou um pagamento de R$ 18 mil ao escritório de advocacia que atua na defesa de Cléber no processo sobre a morte de Daiane. De acordo com a investigação, Maicon teria recebido o dinheiro retirado da conta da associação e, posteriormente, transferido o valor para a conta do advogado.
Além desses pagamentos, outros gastos foram classificados pela polícia como incompatíveis com os objetivos da entidade. Somados, os valores investigados ultrapassam R$ 100 mil.
Investigação sobre a morte da corretora
Daiane Alves foi atacada em 17 de dezembro do ano passado, dentro de um condomínio em Caldas Novas. O corpo da corretora foi localizado mais de um mês depois, em uma área de mata.
As investigações apontam que Daiane e Cléber mantinham conflitos relacionados à administração de apartamentos no condomínio. Segundo a Polícia Civil, os desentendimentos teriam começado após a corretora assumir a administração de alguns imóveis que anteriormente estavam sob a responsabilidade do síndico.




