Falso gerente de banco e intermediários são alvos da operação

Goianésia-Seis pessoas foram presas nesta sexta-feira (11) durante uma operação interestadual que investiga um esquema de fraude responsável por um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil a uma moradora de Goiânia, de 57 anos. A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), da Polícia Civil de Goiás, com o cumprimento de mandados em três estados e no Distrito Federal.

As prisões ocorreram em Pernambuco, onde quatro suspeitos foram localizados; no Distrito Federal, onde uma pessoa foi presa; e em São Paulo, onde outro investigado foi detido.

Segundo a investigação, um dos suspeitos teria utilizado técnicas de engenharia social para se passar por gerente do banco onde a vítima mantém conta. A abordagem teria ocorrido após a mulher acessar uma página relacionada à instituição financeira.

Conforme a Polícia Civil, a vítima teria sido induzida a sair rapidamente da página após se assustar com a situação. Pouco tempo depois, recebeu uma ligação do suposto gerente, que teria afirmado ser necessário realizar procedimentos para proteger o patrimônio dela.

A partir desse contato, a mulher teria realizado diversas operações bancárias, seguindo as orientações do criminoso. Ao perceber que havia sido enganada, já havia sofrido um prejuízo estimado em R$ 50 mil.

A DEIC informou que o homem apontado como responsável pela abordagem à vítima já havia sido investigado e preso anteriormente por crimes semelhantes. Entre os registros estão suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e falsa identidade.

As diligências também identificaram a participação de outros investigados na movimentação dos valores obtidos por meio do golpe.

Dinheiro teria sido usado para pagar tributos

De acordo com a Polícia Civil, parte dos recursos transferidos pela vítima teria sido utilizada para quitar impostos e outros tributos de terceiros, incluindo ICMS e IPVA. Outra parcela teria sido encaminhada para contas bancárias vinculadas a outros suspeitos.

A investigação aponta, ainda, uma possível relação do grupo com intermediários que oferecem serviços de pagamento de boletos e tributos por valores inferiores aos cobrados originalmente.

Para a Polícia Civil, esse mecanismo pode ter sido utilizado para movimentar os recursos obtidos de forma fraudulenta e dificultar o rastreamento do dinheiro.