Sindiposto afirma que reajuste não está ligado a aumento nas refinarias e que postos apenas encerraram descontos temporários

Goianésia - O preço do etanol disparou nos postos de combustíveis de Goiânia nos últimos dias, com aumentos superiores a R$ 1 por litro. Consumidores relataram que o litro, que era vendido a R$ 3,69, passou a custar até R$ 4,87 em alguns estabelecimentos. A mudança repentina gerou indignação nas redes sociais.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), o reajuste ocorreu devido ao fim de promoções realizadas pelos próprios postos nas últimas semanas. O presidente da entidade, Márcio Andrade, explicou que os preços praticados anteriormente estavam abaixo do mercado e agora apenas voltaram aos valores normais.

A entidade reforçou que não houve aumento nos preços da gasolina ou do etanol nas refinarias, usinas ou distribuidoras. “Foram ações pontuais de desconto que chegaram ao fim. Os postos estão apenas retornando aos preços anteriores”, afirmou Andrade em nota.

Motoristas reclamaram da falta de aviso sobre o fim das promoções. “Coloquei combustível no sábado por menos de R$ 3,70 e, na terça, já estava quase R$ 5. Foi um susto”, relatou um consumidor. A situação levantou questionamentos sobre a transparência dos estabelecimentos em relação aos reajustes.

O Procon Goiás informou que está acompanhando o caso, mas ainda não identificou indícios de prática abusiva. A expectativa é que os preços se estabilizem nos próximos dias, dependendo da concorrência entre os postos e da demanda do mercado.

Confira abaixo nota do Sindiposto:

Referente ao aumento dos preços informamos que, durante as últimas três, quatro semanas os postos reduziram seus preços sem nenhuma justificativa, ou seja, foram promoções praticadas pelos postos. Importante ressaltar que não houve reduções de preços de gasolina e etanol nas refinarias, nas usinas de etanol e nem nas distribuidoras. Foram os postos que reduziram seus preços e agora passam a encerrar essas promoções, voltando a praticar os preços que eram praticados antes dessas reduções, isto é, voltando a cobrar os preços antigos.