Goianésia - Em 2024, consumidores de Goiás experimentaram interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica, com algumas regiões ficando até 62 horas sem luz. Os dados, fornecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), indicam que a Equatorial Goiás, concessionária responsável pelo serviço no estado, não atendeu aos limites estabelecidos para duração e frequência das quedas de energia.
Analisando 147 conjuntos de unidades consumidoras, 72% apresentaram quedas que excederam o tempo permitido, enquanto 52% registraram número de interrupções superior ao limite regulatório.
A situação mais crítica foi observada no conjunto Britânia, onde os consumidores ficaram, em média, 62,2 horas sem energia, ultrapassando o limite de 23 horas estipulado pela Aneel. Esta área abrange também partes dos municípios de Aruanã, Itapirapuã, Jussara, Matrinchã, Montes Claros e Santa Fé de Goiás.
Em termos de frequência, o conjunto Matrinchã registrou 26,98 interrupções por ano, mais que o dobro do limite estabelecido de 12 quedas. Essa região atende áreas de Araguapaz, Aruanã, Britânia, Faina, Goiás, Itapirapuã e Jussara.
Por outro lado, Goiânia apresentou indicadores mais favoráveis. No conjunto Ferroviário 52, os consumidores tiveram apenas 0,88 horas sem energia e 0,56 interrupções em média, ambos abaixo dos limites regulatórios de 7 horas e 5 quedas, respectivamente. Os cinco conjuntos com menor tempo de desligamento atendem exclusivamente à capital, exceto pelo Atlântico S1, que inclui também bairros de Aparecida de Goiânia.
Em resposta às críticas, a Equatorial Goiás afirmou ter superado as metas acordadas com a Aneel para 2024. A empresa destacou que reduziu em 10,2 horas a média de duração das quedas (DEC) na percepção do cliente, diminuiu em 5,5 vezes a frequência de interrupções (FEC) e obteve um Desempenho Global de Continuidade (DGC) de 1,19, abaixo do registrado em 2023 (1,66), indicando melhoria.
Além disso, a Equatorial ressaltou investimentos de R$ 4 bilhões em dois anos, com modernização de 203 subestações, construção de seis novas unidades e ampliação de linhas de distribuição.




