Goianésia - A conta de luz dos brasileiros ficará mais cara em maio, com a aplicação da bandeira tarifária amarela, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Isso representa uma cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. A medida é consequência da redução das chuvas, comum na transição do período chuvoso para o seco, que afeta a geração de energia, principalmente nos reservatórios das hidrelétricas.
De acordo com a ANEEL, as previsões para os próximos meses apontam para chuvas abaixo da média, o que pode levar o país a recorrer ao uso de termelétricas, que geram energia mais cara. Esse impacto é direto no bolso do consumidor, como conta a dona de casa Divina Rodrigues: "É sempre procurando ver se economiza mais, né? Desligando a lâmpada onde eu não tô, deixo sempre uma lâmpada acesa onde a gente fica, mas não sei onde economizar mais, não”.
Custo mais alto e estratégias de economia
A bandeira tarifária esteve verde desde dezembro de 2024, graças às boas condições para a geração de energia. No entanto, a previsão de menos chuvas já começa a refletir no aumento dos custos para os consumidores. A bandeira amarela indica que o preço da energia elétrica subiu devido à necessidade de acionar fontes de geração mais caras, como as termelétricas.
O engenheiro eletricista Jorge Brito compartilha algumas dicas para ajudar os consumidores a reduzir o impacto dessa cobrança extra: "Chuveiro é um dos maiores vilões, né? Tomar um banho quente não tem problema, só reduz o tempo do banho. O ar-condicionado também é um vilão para quem tem em casa, deixa ali uns 10, 15 minutos, numa temperatura mais baixa, ele vai estabilizar, coloca nos 23 graus e pode deixar, que ele não vai ficar ligando e desligando muito tempo. Geladeira com a borracha danificada também contribui para o desperdício, com o abre e fecha."
Bandeiras tarifárias e a conscientização do consumo
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015 pela ANEEL, é uma ferramenta que informa ao consumidor as condições da geração de energia no Brasil, variando conforme o mês e os fatores climáticos. Mesmo em períodos de bandeira verde, quando o custo da energia é mais baixo, a agência recomenda o uso consciente da eletricidade para evitar desperdícios e colaborar com a sustentabilidade do setor elétrico.
Com a bandeira amarela, o apelo por hábitos mais conscientes no consumo de energia se torna ainda mais importante, para garantir que o aumento nos custos seja minimizado e que a gestão dos recursos energéticos seja mais eficiente.




