Aumento de até R$ 12 no botijão de 13 kg reflete nova política de leilões da Petrobras, impactando o orçamento de famílias e negócios

Goianésia - Os consumidores goianenses enfrentam mais um aumento no preço do gás de cozinha. De acordo com o Sindicato das Revendedoras de Gás do Centro-Oeste (Sinergás), o valor do botijão de 13 kg (P-13) sofreu um reajuste de R$ 10 a R$ 12, podendo alcançar até R$ 140. Este é o segundo aumento significativo no ano, totalizando uma alta de R$ 25 desde janeiro.

Pedro Augusto, proprietário de uma lanchonete em Goianésia, destaca que a alta no preço do gás impactará diretamente as despesas do seu negócio: " Isso me preocupa um pouco, porque aqui na região a gente tenta servir um almoço mais em conta, porque a gente trabalha mais com universitários, então com isso a gente vai ter que aumentar o valor do nosso almoço também, podendo impactar aqui no nosso movimento. Ainda mais a gente lidando com o preço do aumento do café e agora o preço do gás também, isso afeta muito a gente. No nosso fluxo de caixa, no nosso planejamento", diz Pedro.

O presidente do Sinergás, Zenildo Dias do Vale, atribui os reajustes à nova política de leilões mensais implementada pela Petrobras em parceria com o Governo Federal desde dezembro de 2024. Esses leilões, realizados sem aviso prévio, dificultam o planejamento das empresas e pressionam os custos de distribuição, forçando o repasse dos aumentos ao consumidor final.

“O governo criou um leilão, aí as companhias entram no leilão, daqui a companhia participa do leilão, elas passam a porcentagem. De janeiro até agora, a companhia começou a passar 1,50, 2 até 3,50. Nós resolvemos passar todos os tipos de aumentos numa pancada, de R$ 10,00 a R$ 12,00 por o bujão. Quem está passando esse aumento de R$ 10,00 a R$ 12,00 por P-13 é o governo federal A Petrobras precisa melhorar, tirar o CMS e o gás fica um pouquinho mais barato. E o governo também, a Petrobras precisa se incentivar", explica Zenildo.

Apesar da redução de 2% na alíquota do ICMS sobre o gás de cozinha, que entrou em vigor em 1º de fevereiro de 2025, conforme aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), os consumidores ainda não sentiram alívio no bolso, com o impacto do reajuste sendo repassado diretamente aos preços finais.