Goianésia- A partir de 1º de abril de 2026, os medicamentos vendidos no Brasil poderão ter aumento nos preços, autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer o Preço Máximo ao Consumidor. A estimativa aponta um reajuste que varia entre 1,9% e 4,6%, dependendo da categoria do remédio e do nível de concorrência no mercado.
Em Goianésia, a perspectiva já preocupa moradores. Ana Isabel conta que, diante da alta nos preços, tem recorrido ao parcelamento no cartão de crédito para garantir os medicamentos de uso contínuo da mãe. “Pesa no orçamento todo mês, sempre parcelo, pois a gente precisa, não tem como ficar sem”, relata.
O percentual do reajuste é definido com base em critérios técnicos, como a inflação oficial medida pelo IPCA, a produtividade da indústria farmacêutica e a variação do câmbio. Por isso, o índice não é uniforme para todos os produtos e pode variar de acordo com o tipo de medicamento e o fabricante.
O presidente do Sicofarma em Goiás, João Aguiar, orienta os consumidores a pesquisarem preços e negociarem descontos, principalmente em compras à vista.
“Quando o aumento da indústria sobe, a distribuição sobe e o varejo sobe também. Agora, se pesquisar, é possível encontrar produtos com preço ainda sem o reajuste. Dentro da própria indústria, há concorrência que pode manter valores menores”, explica.
Especialistas alertam que o reajuste pode impactar diretamente o orçamento das famílias, especialmente idosos e pacientes que dependem de tratamentos contínuos. Por isso, recomendam planejamento financeiro e a busca por alternativas como medicamentos genéricos e programas de acesso com preços reduzidos.




