Goianésia-O preço do diesel voltou a gerar preocupação entre motoristas e transportadores em todo o país. Já está em vigor nas refinarias o reajuste de 38 centavos por litro anunciado pela Petrobras. Apesar da alta, o impacto imediato para o consumidor pode ser menor.
Isso porque o Governo Federal anunciou a redução das alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível. Com a mudança tributária, distribuidoras passaram a aplicar reduções que variam entre 30 e 32 centavos por litro, o que tende a neutralizar parte do aumento nas bombas.
Segundo o presidente do Sindiposto, Márcio Andrade, neste primeiro momento os preços devem permanecer praticamente estáveis para o consumidor. “Nós tivemos o anúncio da redução dos impostos informado pelo governo. Com isso, as companhias distribuidoras começaram a reduzir em torno de 30 a 32 centavos por litro. Mas, logo depois, fomos surpreendidos com o reajuste anunciado pela Petrobras, de 38 centavos no diesel”, explica.
Quem depende do combustível para trabalhar acompanha qualquer variação de preço com atenção. O motorista Hugo Costa, que utiliza uma caminhonete movida a diesel, afirma que já percebeu mudanças recentes no valor do combustível. Segundo ele, o veículo é essencial para os deslocamentos do dia a dia e não há alternativa de transporte.
Representantes do setor afirmam que o reajuste pegou parte do mercado de surpresa. A alta está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões e conflitos no Oriente Médio, que pressionam o valor da commodity.
De acordo com o Sindiposto, cerca de 70% do diesel consumido no Brasil é produzido pela Petrobras, enquanto os outros 30% vêm de importações ou de refinarias privadas, que acompanham diretamente as oscilações do mercado global.
Caso a instabilidade internacional continue, o setor não descarta novos reajustes nos próximos meses. A possibilidade preocupa segmentos que dependem diretamente do diesel, como o transporte de cargas e o agronegócio.




