Produtos devem seguir regras sanitárias das drogarias tradicionais

Goianésia- A liberação para a venda de medicamentos em supermercados ainda não deve gerar efeitos imediatos em Goiás. Segundo a Associação Goiana de Supermercados (Agos-GO), a implementação depende de investimentos em infraestrutura e da contratação de profissionais especializados. A autorização foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a norma estabelece uma série de exigências, entre elas a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico no local, como explica o presidente da entidade, Sirlei Antônio do Couto.

“Montar uma farmácia dentro de um supermercado segue as mesmas regras de uma farmácia tradicional. O farmacêutico precisa estar presente durante todo o horário de funcionamento, e os medicamentos com ou sem receita devem ser vendidos de acordo com as mesmas normas. Não é permitido expor medicamentos próximos a alimentos ou produtos comuns do supermercado; é como se fosse uma loja dentro da própria loja. Esse processo vai levar um tempo até que todos os supermercadistas possam operar nesse formato. O objetivo é facilitar o acesso, já que há supermercados em todos os municípios do país, grandes ou pequenos”, explica Couto.

A expectativa do setor é que a medida contribua para a redução dos preços dos medicamentos. Apesar disso, a legislação determina que os produtos não podem ser expostos junto a alimentos ou outros itens. O espaço deve ser separado, contar com infraestrutura própria e seguir as mesmas regras sanitárias aplicadas às drogarias tradicionais.

“Isso vai facilitar o acesso, aumentar a competitividade e, consequentemente, reduzir o preço dos produtos. Nos anos 1990, houve experiências de venda de medicamentos em supermercados que resultaram em uma queda de aproximadamente 35% nos preços”, afirma o presidente da Agos-GO.

Outro ponto obrigatório é a presença contínua do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, garantindo orientação ao consumidor e controle na dispensação dos medicamentos. O espaço poderá funcionar como farmácia própria do supermercado ou ser operado por uma drogaria já autorizada.