Goianésia- Um avanço inédito na indústria farmacêutica coloca Goiás em destaque nacional e latino-americano. O estado será o primeiro do Brasil e da América Latina a produzir escopolamina, insumo ativo utilizado em medicamentos como o Buscopan.
A produção será realizada no complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis, com investimento de R$ 250 milhões, incluindo recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto abrange toda a cadeia produtiva, desde o cultivo da planta até a síntese farmacêutica final.
Produção completa e local
Segundo representantes da Brainfarma, a iniciativa representa a produção integral do medicamento no Brasil:
“Passa por toda a cadeia, desde a planta, que fornece o princípio ativo, até a formulação final do medicamento para a população. Isso gera emprego, renda e tecnologia para Goiás. Com o financiamento do BNDES e o apoio do governo federal, o grupo IPERA fortalece a produção nacional, beneficiando também o Farmácia Popular e o SUS”, explica a empresa.
A iniciativa deve reduzir a dependência brasileira da importação de insumos estratégicos e ampliar a segurança no abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de atender o mercado interno, o projeto também abre possibilidade de exportação do insumo.
“Garantir a produção local é positivo para a indústria e para a economia, pois gera emprego e renda em Anápolis e em Goiás. Para os pacientes, representa maior segurança no fornecimento desses medicamentos, seja pelo SUS ou nas farmácias”, afirma.
Capacidade e impacto
O complexo instalado em Anápolis integra políticas de incentivo à produção nacional de insumos farmacêuticos. A capacidade prevista é de até 30 toneladas por ano, volume suficiente para a fabricação de aproximadamente 150 milhões de medicamentos.
Com esse projeto, Goiás se consolida como polo estratégico da indústria farmacêutica no país, reforçando o desenvolvimento tecnológico, a autonomia na produção de insumos e a segurança no abastecimento de medicamentos essenciais para a população.




