Goianésia- Produtores rurais de Goiás devem se organizar para cumprir uma das principais exigências do calendário sanitário estadual. Teve início a primeira etapa da Declaração de Rebanho 2026, que segue até o dia 31 de maio. O procedimento é obrigatório e integra as ações de controle e monitoramento da produção pecuária no estado.
A atualização deve ser feita, preferencialmente, de forma online, por meio do sistema da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Segundo o presidente do órgão, José Caixeta Ramos, o levantamento reúne informações essenciais sobre a movimentação dos animais nas propriedades. “Eles declaram os nascimentos ocorridos no último período. Então, nesses últimos seis meses, quantos animais nasceram, o sexo, quantos morreram. Isso é muito importante para a defesa agropecuária do Estado, para manter o rebanho atualizado, tanto em quantidade quanto em dados cadastrais.”
De acordo com o presidente, as informações coletadas contribuem diretamente para o planejamento das ações voltadas à sanidade animal. “É importante para que possamos traçar as políticas de defesa agropecuária voltadas à pecuária. A declaração deve ocorrer, preferencialmente, pelo sistema de defesa agropecuária, o CIDAGO.”
O calendário prevê duas etapas ao longo do ano, e o não cumprimento dentro do prazo pode gerar penalidades ao produtor, como restrições administrativas. A orientação é manter os dados sempre atualizados para evitar transtornos.
Para facilitar o processo, os produtores contam com acesso individual ao sistema digital, que reúne todas as informações necessárias para o preenchimento. “Todo produtor tem o seu cadastro no CIDAGO, com login e senha. Ao acessar, encontra um sistema autoexplicativo. Esse procedimento já é realizado há muitos anos. São duas etapas anuais, e esta é a primeira. Em novembro ocorre a segunda etapa. O produtor já está familiarizado com essa declaração via sistema”, explicou José Caixeta.
Mesmo com a praticidade do formato online, quem encontrar dificuldades pode buscar atendimento presencial. “O produtor que tiver dúvidas pode procurar uma das unidades de atendimento local, presentes em 237 municípios.”
Devem ser declaradas diversas espécies, incluindo bovinos, equinos, suínos, aves, ovinos e caprinos, além de animais aquáticos e abelhas. A meta do órgão é alcançar a regularização total das propriedades dentro do prazo, garantindo um panorama atualizado da produção pecuária em Goiás e fortalecendo as ações de vigilância sanitária.




