Goianésia- Item tradicional na alimentação dos brasileiros, o tomate ficou mais caro nos primeiros meses de 2026 e passou a pesar no bolso dos consumidores em Goiás. O aumento já ultrapassa 20% em parte dos levantamentos realizados no estado, cenário provocado principalmente pela redução da oferta nos entrepostos e pelos impactos climáticos registrados durante o período chuvoso.
Nas feiras e supermercados, a alta já altera o comportamento de consumidores e comerciantes. Feirantes relatam dificuldades para manter os estoques e afirmam que a escassez do produto deve continuar nas próximas semanas.
O feirante Lindomar de Sousa afirma que a produção enfraquecida e o envio do produto para outros mercados contribuíram para a elevação dos preços.
“Já tem umas duas semanas e não vai cair fácil, não. Tem que aumentar mais. Agora as hortas estão muito fracas, ficou muita horta fraca este ano. O povo carrega muito para fora. Quando carrega para fora é que falta”, relatou.
De acordo com a Ceasa Goiás, as fortes chuvas registradas nos últimos meses afetaram diretamente a produtividade das lavouras, comprometendo a qualidade do tomate e reduzindo o volume disponível para comercialização.
O gerente técnico da Ceasa Goiás, Josué Lopes, explicou que os efeitos climáticos ainda continuam sendo sentidos pelo setor hortifrutigranjeiro.
“Ainda estamos sentindo as consequências do período chuvoso. Temos quase 20 dias sem chuva, mas aquelas chuvas intensas que ocorreram no mês passado trouxeram consequências para essas culturas, que são muito sensíveis”, afirmou.
Segundo ele, a expectativa é de que o abastecimento volte gradualmente à normalidade, conforme as lavouras se recuperem das perdas causadas pelo excesso de umidade.
“Essas culturas vão se recompor novamente, se restabelecer e voltar à normalidade”, explicou.
Outros produtos aparecem como alternativa ao consumidor
Além das condições climáticas, a redução da área plantada e o encerramento da safra de verão também contribuíram para diminuir a disponibilidade do tomate no mercado goiano, pressionando ainda mais os preços.
Diante desse cenário, a orientação da Ceasa Goiás é que o consumidor busque alternativas com valores mais acessíveis enquanto o mercado se reorganiza.
“Tem a mandioca, o chuchu, o cará, o inhame e a batata-doce, produtos que estão com preços normais e que podem ser uma opção para quem busca um alimento mais em conta”, disse Josué Lopes.
Acompanhar as cotações divulgadas diariamente pela Ceasa também pode ajudar os consumidores a identificar períodos mais favoráveis para compra e reduzir os impactos no orçamento doméstico.




