Goianésia-Mesmo com a chegada da safra da cana-de-açúcar e a redução nos preços do etanol nas usinas, motoristas goianos ainda enfrentam dificuldades para encontrar combustível mais barato nos postos. A diferença entre a queda registrada na produção e os valores praticados nas bombas continua pesando no orçamento dos consumidores, principalmente para quem depende do veículo diariamente.
Entre abril e o início de maio, o litro do etanol nas usinas goianas passou de aproximadamente R$ 4,70 para cerca de R$ 4,50, movimento impulsionado pelo aumento da oferta e pela retomada da produção sucroenergética no estado. Apesar disso, o repasse ao consumidor acontece de forma gradual.
Em Goianésia, motoristas relatam que a variação constante dos preços dificulta o planejamento financeiro. A consumidora Ana Maria conta que é necessário buscar alternativas para equilibrar os gastos com combustível.
“É variado. Às vezes sobe, às vezes diminui o valor. Então, a gente tem que ir driblando isso para conseguir se manter com o carro”, afirmou.
Nos últimos meses, o preço do etanol apresentou forte oscilação em Goiás. Em março, o combustível chegou a ser vendido por cerca de R$ 3,99 em algumas regiões do estado. Já no início de abril, postos registraram reajustes superiores a 30%, com o litro ultrapassando R$ 5,20 em determinados estabelecimentos.
Apesar do cenário ainda considerado elevado pelos consumidores, o etanol voltou a ganhar competitividade em relação à gasolina no estado. O presidente do Sindiposto Goiás, Márcio Andrade, afirma que a tendência é de redução gradual nas próximas semanas.
“O preço do etanol, nós estamos no período de safra, e ele tem começado a chegar mais barato para os postos, por meio das distribuidoras. Isso já começa a refletir nas bombas, com reduções de 40 a 50 centavos em relação aos valores praticados há duas ou três semanas”, explicou.
Segundo ele, a expectativa do setor é que o avanço da safra aumente a disponibilidade do produto e permita novas reduções ao consumidor.
“Há uma expectativa de continuidade dessas reduções para que o preço na bomba seja mais acessível ao consumidor”, disse.
Especialistas do setor apontam que o comportamento dos preços não depende apenas do valor praticado pelas usinas. Custos logísticos, formação de estoques, margem das distribuidoras e políticas comerciais adotadas pelos postos também influenciam diretamente no preço final pago pelos motoristas.
Com a safra em andamento, a expectativa é de maior estabilidade no mercado de combustíveis nas próximas semanas. Ainda assim, em muitas cidades goianas, o etanol continua sendo motivo de preocupação para consumidores que acompanham diariamente as oscilações nos postos.




