Com o crescimento nos combustíveis e inflação, manter e adquirir motocicletas em Goianésia ficou mais caro

Goianésia - A alta nos preços da gasolina tem levado muitos goianienses a trocarem o carro pela moto, buscando reduzir os gastos com combustível. No entanto, o custo para manter uma motocicleta também aumentou, refletindo o impacto da inflação. O entregador Luciano Teixeira explica que, antes, os custos de manutenção eram mais acessíveis, mas agora pesam no orçamento. “As despesas com a moto estão mais caras, e a gente já sente isso no final do mês”, comenta.

Desde fevereiro do ano passado, o litro da gasolina subiu quase 1 real, e além disso, os acessórios também ficaram mais caros. Capacetes podem chegar a 400 reais, e kits de proteção contra chuva em média 200 reais. Além disso, itens básicos como revisão periódica, pneus e pastilhas de freio também subiram de preço. “A manutenção não é mais barata e, no fim, o custo total é bem maior do que esperávamos”, conta Luciano.

Na loja de peças de Roberto Moreira, o aumento de preços também é notável. Peças essenciais, como o mata-cachorro, aumentaram 57% desde a pandemia, passando de 60 para mais de 100 reais. Baús de entrega, muito usados por quem trabalha com delivery, sofreram um aumento de 100%. "O mercado está complicado, a alta nos preços impacta tanto quem compra quanto quem vende", afirma o comerciante.

Além disso, quem pensa em adquirir uma moto também enfrentará preços mais altos. As motos de 150 cilindradas, que no ano passado custavam cerca de 12 mil reais, agora podem ser encontradas por até 14.800 reais, refletindo o aumento nos custos de produção e na inflação.