Goianésia - A partir desta terça-feira, 1º de abril, os medicamentos no Brasil sofrerão um reajuste de até 5,06%, conforme estimativa da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Apesar do teto estabelecido, a média de aumento deve ficar em 3,48%, o menor índice desde 2018.
O Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás explica que o reajuste leva em conta a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de fatores como a alta do dólar e o aumento dos custos de produção.
Para quem depende de medicamentos de uso contínuo, o aumento já preocupa. A dona de casa goianesiense Francisca Maria, que faz tratamento para hipertensão, teme o impacto no orçamento da família: "Dependo de remédios todos os dias para controlar a pressão. Com esses aumentos, fica difícil fechar as contas do mês. Às vezes, preciso escolher qual medicamento comprar, porque nem sempre consigo pagar por todos”, lamentou a dona de casa.
Além do reajuste oficial, os consumidores ainda precisam lidar com grandes variações de preços entre as farmácias. Medicamentos como a dipirona podem registrar diferenças superiores a 300%, tornando a pesquisa de preços essencial para economizar.
A conselheira regional de farmácias em Goiás, Sandra Costa, reforça que o aumento já está em vigor e alerta sobre a importância da comparação de preços: "O consumidor precisa ficar atento e pesquisar antes de comprar. Muitas vezes, o mesmo medicamento tem preços bem diferentes de uma farmácia para outra. Além disso, os genéricos são uma ótima opção para economizar, pois possuem a mesma eficácia dos medicamentos de referência."
Uma alternativa para reduzir os gastos é o programa Farmácia Popular, que oferece descontos e até medicamentos gratuitos para doenças crônicas como diabetes, asma e hipertensão. Disponível em farmácias credenciadas, o programa pode ajudar a minimizar os impactos do reajuste para milhões de brasileiros que dependem de tratamentos contínuos.




