Goiás, pioneiro na medida, adota escâner corporal, que garante maior dignidade e respeito aos visitantes

Goianésia - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender a prática da revista íntima constrangedora em visitantes de presídios em todo o Brasil, marcando uma importante vitória para os direitos humanos e a dignidade dos cidadãos. Em Goiás, essa medida já está em vigor desde 2012, tornando o estado um dos pioneiros na implementação de alternativas mais respeitosas para garantir a segurança nas unidades prisionais. Atualmente, as revistas são realizadas com o uso de escâneres corporais, tecnologia que substitui os procedimentos invasivos anteriores.

De acordo com Gustavo Nogueira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO, a decisão do STF reforça o papel de Goiás como modelo para outros estados que ainda mantêm a revista íntima tradicional. "O impacto positivo dessa decisão é duplo: não apenas reforça a importância da dignidade humana, como também coloca Goiás na vanguarda, mostrando ao resto do Brasil que é possível aliar segurança e respeito. Agora, os outros estados terão 24 meses para se adequar a essa decisão, e certamente virão a Goiás para entender como implementamos o escâner corporal de forma eficaz", explicou Nogueira.

A revista íntima, que envolvia a inspeção forçada das cavidades corporais dos visitantes, foi substituída por uma tecnologia que permite a inspeção sem qualquer contato físico, garantindo maior privacidade e respeito à dignidade das pessoas. Em muitos casos, os procedimentos anteriores exigiam que os visitantes se despirem parcial ou totalmente, ou que realizassem movimentos constrangedores, como agachar ou saltar.

A Polícia Penal de Goiás, por meio de uma nota oficial, informou que todos os presídios do estado estão recebendo escâneres corporais, com 64 unidades já equipadas e outras 20 aguardando a finalização da instalação. Essa mudança tecnológica tem contribuído para melhorar tanto a segurança nas unidades prisionais quanto o respeito aos direitos dos visitantes.