Goianésia- A Agência Goiana de Defesa Agropecuária, a Agrodefesa, confirmou, neste mês de dezembro, a ocorrência de um foco de raiva dos herbívoros no município de Turvelândia, no sudoeste de Goiás. O registro acende um alerta entre produtores rurais e reforça a necessidade de atenção permanente aos sinais clínicos nos animais, bem como da comunicação imediata à Agência diante de qualquer suspeita.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a confirmação ocorreu após a análise de amostras coletadas em uma propriedade rural. “Assim que fomos informados sobre a suspeita, nossa equipe se deslocou até a fazenda para realizar a coleta de material. As amostras seguiram para o nosso laboratório, o LabVet, que confirmou o diagnóstico de raiva. Antes que a Agrodefesa fosse acionada, outros nove animais já haviam morrido no local. Pelos sintomas relatados, é bastante provável que também estivessem infectados. Esse caso evidencia como o conhecimento dos sinais clínicos e a comunicação rápida podem evitar perdas adicionais e proteger a saúde das pessoas, já que a raiva é uma zoonose e pode ser transmitida ao ser humano pelo contato com a saliva de animais doentes”, explicou.
Denise Toledo ressalta que mudanças de comportamento, dificuldade de locomoção, salivação excessiva e paralisia são sinais que exigem atenção imediata por parte do produtor. Ela lembra que a rapidez na notificação é essencial para que a Agrodefesa possa atuar com eficiência, realizando visitas técnicas, coletando amostras e adotando medidas de controle que impeçam a disseminação do vírus.
A gerente destaca o papel do morcego hematófago como principal transmissor da doença. “Os morcegos hematófagos vivem próximos a cursos d’água, em cavernas, casas abandonadas e outros abrigos. Eles se alimentam do sangue dos animais de criação e podem transmitir o vírus ao morder um herbívoro. Quando recebemos a comunicação de uma suspeita, nossa equipe vai até a propriedade, coleta o material necessário e, se o caso é confirmado, acionamos o protocolo sanitário. Isso inclui vacinação obrigatória no local do foco, recomendação de vacinação em propriedades vizinhas, num raio de 10 quilômetros, identificação de abrigos de morcegos e captura desses animais para controle populacional, além de ações de educação sanitária”, afirmou.
Ela reforça que, ao observar sintomas como isolamento, marcha cambaleante, tremores, salivação intensa ou movimentos espasmódicos, o produtor não deve ter contato com a saliva do animal e deve acionar imediatamente a Agrodefesa. O atendimento pode ser feito pelas unidades locais ou pelo WhatsApp (62) 98164-1188. Denise Toledo lembra ainda que, embora a vacinação contra a raiva não seja obrigatória em Goiás, ela continua sendo altamente recomendada, especialmente em regiões com maior presença de morcegos hematófagos.
A raiva dos herbívoros é uma zoonose grave, que pode acometer bovinos, equinos e, em situações extremas, seres humanos. Por isso, a Agrodefesa orienta os criadores a manterem a vacinação dos rebanhos em dia, intensificarem a observação dos animais e comunicarem imediatamente qualquer suspeita pelos canais oficiais do Governo de Goiás.




