Goianésia- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes, em Brasília. A medida faz parte de uma ação fiscal que também envolveu outros quatro medicamentos com irregularidades semelhantes.
O lote D838878 do Mounjaro não foi reconhecido pela fabricante Eli Lilly, segundo comunicado enviado à Anvisa. A agência proibiu a comercialização, distribuição e o uso do produto. Falsificações do medicamento já haviam sido registradas anteriormente, e a farmacêutica disponibilizou uma ferramenta virtual para ajudar consumidores e profissionais de saúde a identificar lotes autênticos.
Outro medicamento alvo da fiscalização foi o Imbruvica, indicado para o tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 devem ser apreendidos e estão proibidos de circulação. A fabricante Janssen-Cilag informou que não produziu esses lotes e que o registro do fármaco em cápsulas foi cancelado.
O Voranigo, usado no tratamento de tumores cerebrais, também foi apreendido. O lote FM13L62 não teve sua origem reconhecida pelos Laboratórios Servier do Brasil, que comunicaram a Anvisa sobre a irregularidade. A venda, distribuição, armazenamento e divulgação do produto estão proibidos.
Além de produtos falsificados, a agência ordenou o recolhimento de dois medicamentos devido à troca de embalagens.
O Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, utilizado para problemas gastrointestinais, teve o lote OA3169 identificado com conteúdo trocado por hidroclorotiazida 25 mg, medicamento para hipertensão. A irregularidade foi comunicada pela MedQuímica, que iniciou o recolhimento voluntário.
Outro recolhimento envolveu o antialérgico Alektos 20 mg, da Cosmed, cujo lote 569889 teve a embalagem trocada pelo medicamento Nesina, um antidiabético. A empresa comunicou à Anvisa o recolhimento do lote.




