Criminosos demonstraram alto nível de especialização técnica

Goianésia-Uma investigação da Polícia Civil de Goiás revelou que os drones armados com granadas apreendidos em Itaberaí, no dia 17 de janeiro, seriam utilizados em um atentado contra um empresário e sua família. Segundo a corporação, o plano previa que as vítimas fossem atingidas dentro da própria residência, o que poderia ter provocado uma tragédia de grandes proporções.

As informações vieram a público nesta semana, após o cumprimento de seis mandados de prisão e de busca e apreensão, realizados no âmbito da Operação Cobrança Final, que tem como alvo os responsáveis pelo planejamento e pela execução do ataque.

O atentado só não foi concretizado porque os dois drones acabaram colidindo com uma palmeira no jardim de um imóvel localizado no bairro Vila Leonor. Com a queda das aeronaves, a moradora encontrou os equipamentos e acionou imediatamente a Polícia Militar.

Diante do alto poder de destruição dos explosivos acoplados aos drones, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), de Goiânia, foi mobilizado para realizar a detonação controlada dos artefatos no próprio local, evitando riscos à população.

Desde então, a Polícia Civil passou a atuar com equipes de inteligência e perícia técnica, analisando os componentes eletrônicos das aeronaves para identificar tanto os operadores quanto os possíveis mandantes do crime. O trabalho investigativo permitiu avançar na identificação de suspeitos e na reconstrução da dinâmica do ataque frustrado.
As principais linhas de investigação apontam que o atentado pode estar ligado a acerto de contas ou tentativa de extorsão.

Para a polícia, o uso de drones carregados com explosivos demonstra alto grau de especialização técnica e ousadia, com a introdução de táticas semelhantes às de combate militar em área urbana, algo considerado incomum para crimes na região.