Goianésia-Criada recentemente em Goianésia, a Paróquia Sagrada Família vem se consolidando como um espaço de convivência comunitária e vivência religiosa. Entre as iniciativas que marcam esse processo está o III Festival do Milho, evento que reúne celebração, partilha e atividades culturais, além de contribuir para a estruturação física da paróquia, que se encontra em fase de organização.
Acolhida e espiritualidade
Em entrevista exclusiva à RVC FM, o padre Valdevi, pároco da Paróquia Sagrada Família, explicou que o caminho trilhado desde a criação da paróquia tem sido marcado pela disponibilidade para servir e pela abertura às pessoas da região. “A nossa paróquia, que nasceu agora há pouco, tem vivido essa única experiência de um serviço alegre, um serviço pronto. E esse povo de Deus tem entendido esse processo dessa paróquia, que tem como dinâmica de fé a acolhida a todos”, afirmou.
Segundo o pároco, o espaço tem se tornado um ponto de encontro em que a espiritualidade se mistura com a vida cotidiana das famílias. “A Sagrada Família é a experiência onde todos podem chegar, partilhar a vida, partilhar a história e viver essa experiência de Deus. Primeiro pela oração e, depois, pelo cuidado, pelo trato e pela vivência do nosso povo dessa região do setor oeste”, disse.
Cultura local e preparação do festival
O padre Valdevi também descreveu as características culturais da comunidade local, que motivaram a escolha do tema do festival. “É um povo simples, ligado à cultura do milho e com um coração grande, pronto para a fraternidade e para a convivência.”
Parte fundamental da preparação envolve a arrecadação de milho, realizada por meio de coletas organizadas nos dias que antecedem o evento. “A coleta vai ser feita de amanhã em diante. Amanhã deve chegar um quantitativo entre 100 e 110 balaios de milho, aproximadamente 12 mil espigas, a partir das 19 horas, e os outros chegam no sábado pela manhã”, explicou.
Gastronomia e programação
Com a matéria-prima garantida, a programação gastronômica é ampla e diversificada. “Lá terão muitas realidades, muitas comidas boas: pamonhas salgadas e doces, com temperos diferentes, bolo frito, bolo assado, pamonha na chapa, chica doida, caldo, bolo, pudim, brigadeiro, picolé, sorvete, pipoca e canjica. Tudo aquilo que pode ser feito a partir do milho”, detalhou o padre.
O evento está marcado para sábado, dia 7, a partir das 16h, com a celebração da Santa Missa. “A missa será celebrada pelo padre Gilson e, a partir desse horário, as barracas já estarão montadas, as comidas organizadas e a música ao vivo acontecendo no espaço”, contou. A programação segue até a noite. “A gente segue até as 22h. Nesse período, entre 20h30 e 22h, também vai ter um bingo.”
Mais do que consumo, o festival é apresentado como um espaço de encontro humano. “O festival não é só um momento de alimentação, é um momento de fé. A pessoa pode ir, não consumir nada e, ainda assim, viver a fraternidade, conversar, partilhar a vida e conhecer as pessoas que estão ali”, afirmou.
Investimento na paróquia
Os recursos arrecadados durante o evento serão destinados à estrutura da paróquia, que ainda não conta com casa paroquial. “Nós temos a matriz, que necessita de reforma, mas não temos casa paroquial. A finalidade agora, para este ano, é a construção da casa. Tudo o que for levantado com novenas, festival e outras ações será direcionado para isso”, explicou.
Sobre os projetos futuros, o padre detalhou que já existe planejamento em andamento. “Eu já tenho um projeto da casa paroquial pronto. Temos um terreno no Jardim do Cerrado, onde é possível fazer casa paroquial, capela e até uma área de lazer, pensando no futuro da paróquia”, disse.
Paralelamente, há estudos para outras áreas próximas à atual matriz. “A futura matriz será construída em frente ao centro esportivo, em um espaço amplo, que permite acolher muitas pessoas.”
Ação divina e acolhida
Ao refletir sobre o crescimento da comunidade, o pároco atribuiu o processo à ação divina. “O projeto da Paróquia Sagrada Família é projeto de Deus. Não é força minha, não é mérito de equipe nenhuma. Nós somos instrumentos, muitas vezes insuficientes. Isso é graça de Deus que tem alcançado tantas famílias, tantos corações e tantas histórias”, declarou.
Ele concluiu ressaltando o sentido da acolhida como prática cotidiana. “A nossa paróquia tem vivido a experiência de acolher, e acolher também é evangelizar. Cada pessoa que chega precisa encontrar na Sagrada Família a possibilidade de acolhida”, finalizou.




