Goianésia- Em Goianésia, os golpes praticados por meio do Pix têm gerado preocupação entre autoridades e a população. Criminosos utilizam estratégias como falsas promoções, pedidos de transferência com senso de urgência e clonagem de contas para enganar vítimas, explorando a rapidez e a ampla adesão ao sistema de pagamentos instantâneos.
O técnico em informática Matheus Silva detalha as fraudes mais comuns. “Na clonagem de WhatsApp, o golpista se passa por uma empresa e pede o código de segurança. Se a pessoa não tiver ativado a autenticação em duas etapas, o criminoso consegue acessar o perfil. Em seguida, ele solicita dinheiro aos contatos da vítima pelo WhatsApp. É muito difícil recuperar o valor, porque a transferência foi feita voluntariamente, mesmo que induzida por fraude”, explica.
Dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás e do Banco Central do Brasil mostram que o estado registra milhares de ocorrências de golpes financeiros todos os anos, com grande incidência envolvendo o Pix. Mais de 60% das fraudes digitais em Goiás estão relacionadas a transferências via Pix, especialmente em casos de engenharia social, quando a própria vítima é induzida a realizar a transação.
Para reduzir o risco de cair em golpes, Matheus Silva recomenda atenção redobrada. “Sempre verifique quem é o remetente de e-mails e mensagens e evite clicar em links suspeitos. Nunca cadastre uma chave Pix por meio de e-mail, WhatsApp, redes sociais ou SMS. Faça isso apenas pelos canais oficiais dos bancos, como aplicativos de internet banking. Nunca compartilhe códigos de verificação e confirme sempre por ligação se um amigo ou parente realmente solicitou o dinheiro antes de fazer a transferência”, orienta.
Entre as principais medidas de prevenção estão desconfiar de pedidos de dinheiro com urgência, confirmar a veracidade das informações antes de qualquer transferência e utilizar os recursos de segurança oferecidos pelas instituições financeiras, como limites para transações e bloqueio temporário do Pix.




