Atendimento especializado é fundamental para inclusão escolar

Goianésia- A dona de casa Maxylaine Andréia procurou a equipe de jornalismo da RVC FM para relatar dificuldades enfrentadas no início do ano letivo em uma escola da rede municipal de Goianésia. Segundo ela, há ausência de professor de apoio para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que necessitam de acompanhamento em sala de aula.

“Ele tem cinco anos, é laudado, tem autismo grau 2 e não é verbal. Todo começo de ano é uma briga, porque nossas crianças especiais precisam de apoio, e a gente precisa lutar para conseguir isso na escola. Meu filho não tem condição de ficar na sala sem uma professora de apoio. Hoje, na sala dele, há quatro crianças com autismo, sendo duas não verbais, incluindo meu filho, sem apoio suficiente. A professora precisa cuidar de todos os alunos e ainda dar atenção a quem precisa de acompanhamento mais específico, mas não há profissionais de apoio suficientes”, afirma Maxylaine.

Resposta da Secretaria

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação, e o secretário Noé Raimundo informou que a situação está sendo acompanhada e que medidas já foram iniciadas.

“Essa criança está matriculada em nossa unidade no Jardim 2 e já havia recebido acompanhamento no Jardim 1. O profissional de apoio que acompanhava o aluno desistiu por motivos pessoais, e precisamos convocar o próximo da lista do processo seletivo, o que demanda cerca de 48 horas. A Secretaria está trabalhando nessa convocação, e a família foi informada de que, no máximo, até segunda-feira, a criança terá um novo profissional de apoio para acompanhamento”, explicou.

A Secretaria Municipal de Educação orienta que casos semelhantes sejam formalizados junto à rede municipal para avaliação e encaminhamento das demandas, conforme os critérios adotados pelo município.