Ministério Público denunciou o ex-piloto por homicídio doloso

Goianésia- A defesa de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, acusado de agredir e matar o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, informou que não representa mais o ex-piloto. O anúncio foi feito em nota pelo escritório Fior, Corrêa, Mendes & Kaefer, que afirmou ter atuado na defesa dos direitos do cliente dentro do devido processo legal e das garantias constitucionais.

Na terça-feira (24), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido da defesa de Turra para analisar, de forma urgente, um habeas corpus protocolado na Corte. O relator, ministro Messod Azulay Neto, afirmou que só decidirá após análise detalhada do caso e determinou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) forneça informações atualizadas sobre o processo.

A defesa alegava que a prisão de Turra teria sido influenciada por “notícias midiáticas e clamor público”, com exposição indevida em coletiva de imprensa e insuficiente avaliação de medidas cautelares alternativas.

Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro, após o episódio que resultou na morte de Rodrigo, ocorrida em 7 de fevereiro, depois de 16 dias de internação. O jovem sofreu traumatismo craniano severo durante a briga, que teve início após um desentendimento considerado banal envolvendo um chiclete. O adolescente chegou a apresentar parada cardiorrespiratória por aproximadamente 12 minutos e passou por cirurgia de emergência, permanecendo em coma induzido até falecer.

O conflito ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, na saída de uma festa em Vicente Pires, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil do DF, mesmo desacordado, Rodrigo continuou a ser agredido, o que agravou seu estado clínico. Inicialmente, Turra foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 24,3 mil, mas acabou preso novamente por suspeita de tentativa de interferência nas investigações.

Na última semana, Turra tornou-se réu por homicídio doloso e foi transferido para o pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no DF. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia formal contra ele, e o processo segue em tramitação.