Após ser preso, o suspeito confessou participação no ataque. Em depoimento, afirmou que o homicídio teria sido motivado por disputa entre facções criminosas

Goianésia - As investigações sobre o homicídio registrado na madrugada de sábado, 28, em Goianésia, avançaram ao longo do fim de semana e resultaram na prisão dos suspeitos já na divisa entre Goiás e Minas Gerais. A captura foi confirmada nesta segunda-feira, 2 de março, após ação integrada das forças de segurança de três estados.

O crime ocorreu por volta de 0h05, em uma lanchonete localizada na Avenida Minas Gerais, região central da cidade. De acordo com as informações apuradas, um homem chegou ao estabelecimento e efetuou diversos disparos contra Gabriel Moreira Lopes, de 30 anos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Além do alvo principal, outras seis pessoas, entre adultos e menores, foram atingidas por estilhaços e projéteis de forma colateral. Todas receberam atendimento médico e não correm risco de morte.

Motivação ligada a facções

Após ser preso, o suspeito confessou participação no ataque. Em depoimento, afirmou que o homicídio teria sido motivado por disputa entre facções criminosas. Segundo ele, não havia conflito pessoal com a vítima, mas sim uma rixa entre grupos rivais.

Ainda conforme o relato, o pagamento pelo crime seria “meio quilo de peixe”, expressão utilizada no meio criminoso para designar cocaína de alta pureza, conhecida como “escama de peixe”, droga de elevado valor comercial.

O investigado declarou que utilizou uma pistola na ação e que descartou a arma nas proximidades de São Bartolomeu, região próxima a Luziânia, durante a fuga em direção a Uberlândia, em Minas Gerais. Ele também apontou a participação de um comparsa, responsável por conduzir o veículo no momento do ataque.

Durante a oitiva, o suspeito afirmou não ter sofrido agressões por parte das equipes policiais.

Operação integrada

A prisão foi resultado de uma força-tarefa interestadual coordenada pelo 15º Comando Regional da Polícia Militar, sediado em Goianésia. As diligências ocorreram de forma ininterrupta até a localização dos envolvidos.

Participaram da operação a Polícia Militar de Goiás, a Polícia Civil de Goiás, a Polícia Militar do Distrito Federal, a Polícia Civil do Distrito Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar de Minas Gerais.

Além do suposto autor dos disparos e do comparsa, também foi detido um motorista de aplicativo, que receberia R$ 2.000 para transportar a dupla até Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Durante a ação, as forças policiais apreenderam o veículo utilizado na fuga e a pistola empregada no crime.

As investigações seguem em andamento para apurar todos os detalhes do caso e eventuais desdobramentos relacionados à disputa entre facções criminosas.