Goianésia-A preservação da história e da identidade cultural de Goianésia e do Vale do São Patrício tem impulsionado iniciativas que reúnem instituições de ensino, poder público e representantes da sociedade. Entre as propostas em andamento está a criação de um espaço voltado à valorização de personagens, objetos e acontecimentos que marcaram o desenvolvimento da região.
Valorização da história local
Em entrevista exclusiva à RVC FM, no Fatorama, o reitor da Uniego,José Mateus dos Santos, destacou o papel de grupos e pioneiros na formação do município.
“Dá para perceber que, desde Jales Machado, com seu grupo de colaboradores, Paulino Bergamelli, a família Carrilho e tantos outros, houve uma contribuição decisiva para alavancar tudo isso que Goianésia representa hoje”, afirmou.
Ele citou a influência de outros movimentos históricos no processo de ocupação regional.
“Por outro lado, tivemos a Cang, a Colônia Agrícola Nacional de Goiás, que culminou com o surgimento do município de Ceres, por meio de Bernardo Sayão, com uma proposta distinta de desenvolvimento”, explicou.
Reconhecimento a nomes da cultura
Durante a entrevista, foi ressaltada a importância de reconhecer personalidades que contribuíram para a cultura local. O reitor mencionou a relevância de figuras históricas para a construção da identidade regional.
“O Adão Rocha, de fato, é uma figura que merece todo o reconhecimento pela sua memória e pelo trabalho desenvolvido em prol da cultura e das atividades do município de Goianésia”, disse.
Ele ampliou a reflexão ao citar outros nomes de referência.
“Não podemos esquecer de figuras como Adão Rocha e, agora, também da Tia Sara, na área da educação. São pessoas que merecem esse reconhecimento”, pontuou.
Criação do Museu do Vale do São Patrício
Uma das principais iniciativas envolve a implantação de um espaço dedicado à memória regional.
“Nós estamos desenvolvendo essa pesquisa na Fazenda Itajá e, por meio da faculdade, em parceria com a prefeitura e o INCRA, conseguimos garantir a área. Lá será implantado o Museu do Vale do São Patrício”, explicou.
O projeto pretende reunir acervos históricos e valorizar personagens marcantes da região.
“Teremos a oportunidade de homenagear Adão Rocha, Paulino Bergamelli e tantos outros que contribuíram para a história local, resgatando e preservando suas trajetórias por meio desse museu”, afirmou.
Parcerias para formação do acervo
A estruturação do museu envolve articulações para viabilizar a formação do acervo. Segundo o reitor, há diálogo com colecionadores da região.
“Estamos buscando parceria com o senhor José Buriti, da cidade de Ceres, que possui um dos maiores acervos do período inicial. Para se ter uma ideia, ele reúne materiais ligados a figuras como Bernardo Sayão, incluindo o carro utilizado por ele e a recriação do seu escritório”, relatou.
Preservação e acesso à memória
A proposta busca evitar a perda de registros históricos relevantes e ampliar o acesso da população à memória regional.
“Ele realiza esse trabalho praticamente sozinho, enfrentando dificuldades, mas mantém uma estrutura com inúmeros objetos que ajudam a preservar a nossa história”, destacou.
Além do museu, o projeto prevê ações integradas voltadas ao turismo histórico.
“Estamos trabalhando na criação do Caminho do Vale do São Patrício, para que ciclistas e pedestres possam conhecer a história da região, que é extremamente significativa”, concluiu.




