A conquista simboliza um passo importante na luta contra preconceitos e barreiras sociais

Goianésia-O influenciador e ativista João Vitor de Paiva alcançou um feito inédito em Goiás ao se tornar o primeiro condutor com Síndrome de Down oficialmente habilitado no estado. A conquista marca mais um passo em sua trajetória de defesa da inclusão e da autonomia de pessoas com deficiência.

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi entregue em um ato institucional conduzido pelo presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, que destacou o simbolismo da conquista como avanço na quebra de barreiras sociais.

Com forte presença nas redes sociais, onde reúne mais de um milhão de seguidores, João Vitor utiliza sua visibilidade para pautar temas como inclusão, acessibilidade e combate ao preconceito. Ele também integra o grupo de jovens lideranças globais do UNICEF, sendo um dos representantes brasileiros selecionados para a iniciativa.

Formado em Educação Física pela PUC-Goiás, o ativista acumula experiências em diferentes áreas. Já atuou no cinema como protagonista do filme Colegas e o Herdeiro e na televisão, com participação na minissérie E, agora, quem fica com a mamãe?. Além disso, desenvolve trabalhos como modelo.

O reconhecimento nacional veio em 2024, quando foi premiado como Melhor Influenciador na categoria Diversidade e Inclusão no Prêmio iBest.

A decisão de conquistar a habilitação surgiu após se sentir preparado para dirigir. João Vitor passou por todas as etapas exigidas no processo, incluindo a formação em autoescola. Com recursos próprios, provenientes de campanhas publicitárias e palestras, ele adquiriu um veículo zero-quilômetro da BYD e ainda presenteou a mãe com outro carro.

Para ele, a conquista vai além de um objetivo pessoal. “Sempre foi um sonho dirigir. Esperei o momento certo e me preparei para isso. Hoje é uma vitória que mostra que a gente pode ir além”, afirmou.

O ativista também destaca o impacto coletivo do feito. Segundo ele, a habilitação representa um incentivo para que outras pessoas com deficiência acreditem em suas capacidades e busquem independência. “Quero abrir portas para outros”, resumiu.