Goianésia-Uma técnica de enfermagem de 44 anos foi detida em flagrante ao tentar levar um bebê recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, sem autorização. Segundo a Polícia Militar, a mulher, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, foi contida por seguranças ao tentar sair da unidade com a criança enrolada em um lençol.
O bebê havia nascido poucas horas antes e a mãe estava sedada no momento da ação. Testemunhas relatam que a equipe de segurança do hospital agiu rapidamente, impedindo qualquer dano à criança, que foi devolvida à família sem ferimentos.
Em depoimento à polícia, Eliane afirmou que não tinha a intenção de retirar o recém-nascido da mãe e descreveu a situação como uma “brincadeira” para testar a segurança do hospital, ideia que teria surgido durante conversa com uma colega de trabalho. “Eu não tive intenção jamais de tirar o recém-nascido da mãe. Já trabalhei em vários hospitais, cuido das crianças, não tinha essa intenção”, declarou.
A advogada da técnica, Graziella Bitencurt, não detalhou o caso, mas informou que a investigada passou por um grave abalo emocional após a morte do próprio filho, em junho de 2025, no Chile. Segundo a defesa, Eliane ficou afastada do trabalho por um período prolongado e retornou em janeiro deste ano, mantendo acompanhamento médico e uso de medicação.
Nesta semana, a técnica passou por audiência de custódia e foi liberada mediante medidas cautelares. Entre as determinações da Justiça estão a proibição de deixar o Distrito Federal sem autorização judicial, a manutenção de distância mínima de 300 metros do hospital, exceto em casos de urgência médica, e a proibição de acessar maternidades, UTIs neonatais e berçários durante a investigação e eventual ação penal.
Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pelo hospital, reforçou que a colaboradora foi afastada imediatamente e que abriu procedimento interno para apurar o ocorrido. O instituto destacou que mantém protocolos rigorosos de segurança e circulação, especialmente em maternidades, garantindo a proteção de pacientes e recém-nascidos, e que colabora integralmente com as autoridades na investigação.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal.




