Goianésia - Um homem investigado por participação em ataques a instituições financeiras morreu durante uma operação da Polícia Militar realizada no sábado (30), no Setor Belo Horizonte, em Aparecida de Goiânia. Segundo as forças de segurança, ele era apontado como uma das principais lideranças de um grupo criminoso especializado em roubos a bancos e explosões de caixas eletrônicos.
De acordo com a corporação, o suspeito foi localizado durante uma ação conduzida por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE). Durante a abordagem, houve troca de tiros, e o homem acabou sendo baleado. Ele não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontam que o grupo estaria organizando um novo ataque a instituições financeiras utilizando a modalidade criminosa conhecida como “Novo Cangaço”, caracterizada por ações violentas, fortemente armadas e geralmente realizadas em cidades do interior.
Ainda conforme a Polícia Militar, o investigado possuía extensa ficha criminal, com diversas passagens relacionadas a crimes patrimoniais, principalmente ataques contra caixas eletrônicos e agências bancárias.
Explosivos e armamento foram apreendidos
Durante as buscas realizadas na residência do suspeito, os policiais encontraram materiais que, segundo a corporação, seriam utilizados em futuras ações criminosas. Entre os itens apreendidos estavam explosivos, munições de fuzil, radiocomunicadores, colete balístico e roupas camufladas.
Devido ao risco oferecido pelos artefatos encontrados, equipes especializadas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionadas para realizar a remoção e a detonação controlada do material em uma área isolada.
Investigações apontam ligação com outro suspeito morto
As apurações da Polícia Militar indicam que o planejamento do suposto ataque bancário vinha sendo realizado em conjunto com outro integrante do grupo criminoso.
Esse segundo investigado morreu durante uma intervenção policial realizada no dia 22 de maio, no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia. Na ocasião, equipes da CPE também apreenderam armas de fogo, munições e explosivos que, segundo os investigadores, estariam relacionados às atividades da organização criminosa.
O caso segue sob investigação para identificar possíveis integrantes da quadrilha e esclarecer detalhes sobre o planejamento das ações criminosas atribuídas ao grupo.




