Goianésia - O governo federal adiou em 120 dias o prazo para a assinatura dos contratos de construção de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A nova data limite para a contratação desses imóveis será até o início de junho. A alteração afeta principalmente as modalidades voltadas para movimentos sociais e povos tradicionais, como o MCMV-Entidades e o MCMV-Rural.
Antonio Carlos Costa, presidente do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios de Goiás (Secovi), explicou que a prorrogação impacta diretamente os projetos de moradia popular. “O MCMV-Entidades e o MCMV-Rural são fundamentais para que comunidades organizadas e povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, conquistem o direito à casa própria. O adiamento pode causar um impacto nas expectativas dessas famílias, que aguardam a conclusão das obras.”
Ele ressaltou, no entanto, que o adiamento não afeta o mercado imobiliário como um todo. “Não há prejuízos diretos para as vendas de imóveis, mas o setor de construção pode ser afetado. O atraso nos contratos pode comprometer o andamento das obras, prejudicando o cronograma de execução e trazendo incertezas para as construtoras”, explicou Antonio Carlos.
Este é o segundo adiamento do prazo. Em abril, o governo anunciou um pacote de 112 mil imóveis com previsão de contratação até outubro. Com o novo adiamento, a construção desses imóveis poderá ser contratada até junho.
O governo federal espera que, com o novo prazo, as obras sigam de forma organizada, garantindo que os imóveis sejam entregues com qualidade e dentro do esperado pelas famílias beneficiadas.




