Goianésia - De acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o painel "Custo do Preso", que apresenta informações de todos os estados, revela que o gasto por detento no Brasil varia entre R$ 1,1 mil e R$ 4,3 mil mensais. Em Goiás, o custo mensal para manter um preso é de R$ 2.227,14, valor próximo à média nacional de 2024, que foi de R$ 2.331,49.
Renato Sérgio de Lima, diretor presidente do Fórum de Segurança Pública, comenta sobre os principais desafios enfrentados pelos estados na gestão do sistema prisional e os custos relacionados ao grande número de detentos: "O sistema prisional enfrenta uma série de desafios, principalmente em estados com uma superlotação. O custo para manter um preso vai além da alimentação e segurança, abrangendo também o custo com saúde, educação e reintegração social. O elevado número de detentos em muitas regiões exige um grande esforço financeiro para garantir condições mínimas de dignidade dentro das prisões."
No ranking nacional, Goiás ocupa uma posição intermediária entre os estados com maior custo de manutenção de presos. A Bahia lidera, com o maior custo mensal por detento: R$ 4.367,55. Em seguida, estão Amazonas (R$ 4.199,99) e Tocantins (R$ 4.088,05). O Espírito Santo apresenta o menor custo do país, com R$ 1.105,14 por preso, valor semelhante ao do Paraná (R$ 1.439,90).
Para o goianesiense Sérgio Santana, esse valor é muito elevado. Ele acredita que políticas públicas devem ser implementadas para que os detentos paguem com seus próprios custos dentro das prisões, aliviando o impacto financeiro nos cofres públicos: "É um valor muito alto, e o que se observa é que, muitas vezes, a população paga por isso sem ver um retorno. Precisamos de políticas que incentivem os presos a trabalhar e, assim, contribuir para cobrir parte desse custo, aliviando o impacto no orçamento público”, detalhou.
Outros estados da região apresentam custos variados. No Distrito Federal, o gasto é de R$ 2.785,83 por detento; em Minas Gerais, chega a R$ 3.651,32. No Sul, Santa Catarina investe R$ 3.393,69 por preso, enquanto o Rio Grande do Sul gasta R$ 2.189,41. Já no Pará, a despesa é de R$ 2.355,71, e no Rio de Janeiro, R$ 1.782,26.




