Estratégias de compras antecipadas e controle de custos contribuíram para resultado positivo

Goianésia- O Grupo Otávio Lage alcançou um resultado histórico na safra de soja 2025/2026 ao registrar produtividade média de 70 sacas por hectare em uma área cultivada superior a 4.600 hectares. O desempenho é considerado o melhor já obtido pela empresa na cultura da soja e ocorreu em um cenário marcado por desafios climáticos e altos custos de produção no agronegócio brasileiro.

A maior parte das áreas cultivadas pela empresa está localizada no município de Porangatu, no norte de Goiás. O resultado foi impulsionado pela combinação entre tecnologia, manejo agrícola, monitoramento operacional e planejamento estratégico ao longo de todo o ciclo produtivo.

Segundo o gerente agrícola do grupo, Renato Jales, os avanços relacionados ao melhoramento genético da soja tiveram papel decisivo para o desempenho alcançado na safra.

“Eu acredito que a parte da tecnologia que mais influenciou os resultados foi o melhoramento genético da cultura da soja. Ao longo dos anos, a gente vem dando passos importantes em potencial produtivo, com cultivares altamente produtivas e eventos de transgenia que permitem a aplicação de glifosato, glufosinato e, hoje, até outros herbicidas”, explicou.

Ele também citou a evolução tecnológica presente nos maquinários agrícolas e sistemas de monitoramento utilizados no campo.

“A tecnologia da parte genética evoluiu bastante, contribuiu muito, assim como o monitoramento e a geração de dados que o maquinário oferece hoje. A gente consegue fazer um acompanhamento do desempenho operacional, o que ajuda muito na tomada de decisão e na redução de custos”, afirmou.

Apesar do desempenho histórico, a safra foi marcada por dificuldades provocadas pelas condições climáticas, principalmente durante o plantio e a colheita. De acordo com Renato Jales, o atraso no início do período chuvoso comprometeu a janela ideal de plantio da soja.

“Os principais desafios dessa safra foram o atraso do período chuvoso, que geralmente se inicia na segunda quinzena de outubro, mas neste ano a chuva se intensificou apenas no início de novembro. Então, houve um atraso no início do plantio, deslocando a janela ideal”, relatou.

A colheita também enfrentou dificuldades devido ao excesso de chuvas em parte do período operacional.

“O início da colheita foi marcado por chuvas intensas e prolongadas, dificultando muito o processo e deteriorando a qualidade dos grãos. Nos primeiros talhões, a gente perdeu potencial produtivo e, além de gerar prejuízos no campo, houve impactos também no processamento e armazenamento”, disse.

Trabalho das equipes foi decisivo durante a safra

Segundo Renato Jales, o acompanhamento técnico e a execução correta das operações foram fundamentais para manter a produtividade mesmo diante das dificuldades enfrentadas durante a safra.

“A equipe, a parte humana, com certeza foi destaque. O maquinário é importante, traz tecnologia e desempenho, mas nada disso é possível sem o acompanhamento e a correta operação dos nossos operadores, da equipe de campo e dos técnicos”, afirmou.

Outro desafio enfrentado pelo setor agrícola ao longo da safra esteve relacionado aos custos de produção, que permaneceram elevados durante o ciclo produtivo. Para minimizar os impactos financeiros, o grupo adotou estratégias de compras antecipadas e planejamento operacional.

“O grupo conseguiu fazer boas negociações, realizando compras antecipadas, escolhendo os melhores momentos para negociar e transmitindo confiança aos fornecedores. Conseguimos fazer boas compras e utilizar os recursos de maneira eficiente, sem desperdícios”, explicou Renato.

Segundo ele, a combinação entre produtividade elevada e controle de custos foi determinante para manter a rentabilidade da operação agrícola.

“O uso correto dos recursos permitiu segurar os custos e entregar um resultado positivo, mesmo diante de uma situação adversa”, concluiu.