Processo inclui testes cognitivos, análise de personalidade e entrevista individual

Goianésia-A obtenção e a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) envolvem uma série de etapas destinadas a garantir que os condutores estejam aptos a dirigir com segurança. Entre elas está a avaliação psicológica, procedimento que analisa aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais considerados essenciais para a condução de veículos.

O exame busca identificar características relacionadas à atenção, à memória, ao raciocínio lógico, ao controle emocional e à capacidade de tomada de decisão. Segundo a psicóloga do trânsito Lamara Rubia, a avaliação é realizada por meio de uma bateria de testes específicos.

“Nós usamos uma bateria de testes para fazer uma avaliação comportamental e cognitiva do candidato. Utilizamos testes de atenção, avaliando a atenção dividida, concentrada e alternada. Por meio deles, observamos a capacidade que a pessoa tem de alternar o foco, manter a concentração e reconhecer estímulos diferentes de maneira rápida”, explica.

Além da atenção, os profissionais também analisam a memória e a capacidade de raciocínio dos candidatos.

“Utilizamos também testes de memória, por meio dos quais avaliamos a capacidade de retenção de informações do candidato. Aplicamos ainda testes de inteligência e raciocínio lógico, que permitem avaliar a capacidade do indivíduo de resolver problemas de maneira coerente e lógica”, acrescenta.

Especialistas apontam que fatores humanos, como distração, impulsividade e dificuldade de concentração, estão entre as principais causas de acidentes de trânsito. Por isso, a avaliação psicológica também busca compreender como o candidato reage a situações de pressão e às exigências do convívio social.

Lamara Rubia destaca que a análise vai além das habilidades cognitivas e inclui aspectos relacionados à personalidade e ao comportamento.

“Também realizamos testes de personalidade. Por meio deles, conseguimos avaliar como o indivíduo lida consigo mesmo, com o próximo e com o ambiente. Observamos o relacionamento interpessoal, a forma como reage sob pressão, como lida com regras e normas sociais, além de características como impulsividade e controle emocional”, afirma.

A psicóloga explica que o processo é complementado por uma entrevista individual, permitindo uma avaliação mais ampla do perfil do candidato.

“É a partir desse conjunto formado pela entrevista e pelos testes de atenção, memória, inteligência e personalidade que concluímos se o indivíduo está apto ou não para exercer a atividade de condutor”, ressalta.

Prevista nas normas do Sistema Nacional de Trânsito, a avaliação psicológica integra as ações preventivas voltadas à segurança viária. O objetivo é identificar condições que possam interferir na condução de veículos e contribuir para um trânsito mais seguro, tanto para motoristas quanto para pedestres.