Goianésia - A mão de obra carcerária da Unidade Prisional Regional de Goianésia tem contribuído de forma significativa para a revitalização de espaços públicos da cidade. Um exemplo marcante dessa colaboração foi a reforma da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, que ganhou uma nova estrutura, incluindo a criação de uma sala humanizada para o atendimento de vítimas de violência.
A sala foi projetada para oferecer um ambiente acolhedor, digno e protetor às mulheres que enfrentam situações de abuso, garantindo que a comunicação com a equipe policial seja mais eficiente e sensível às necessidades das vítimas. A entrega deste novo espaço representa um avanço importante no atendimento às mulheres da cidade e da região, reforçando o compromisso de proporcionar um atendimento de qualidade e acolhimento.
Josimar Pires, Diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, explicou o quanto é necessária ações como essas, não apenas para o benefício da população, mas também para a ressocialização dos apenados. "Essa ação permite que os detentos desenvolvam novas habilidades enquanto cumprem suas penas, o que facilita a sua reintegração à sociedade. Além disso, o trabalho carcerário contribui para a redução do tempo de pena, o que é fundamental para a reintegração desses indivíduos", explicou Pires.
Ele também explicou que estão sendo desenvolvidos programas que visam reduzir a reincidência criminal. “Estamos criando projetos que têm o intuito de melhorar a reintegração dos apenados, diminuindo a reincidência e oferecendo oportunidades reais de mudança. O trabalho na prisão pode transformar vidas, tanto das pessoas privadas de liberdade quanto da sociedade como um todo”, afirmou o Diretor-geral.
O diretor ressalta que a iniciativa faz parte de uma proposta do Governador Ronaldo Caiado, que busca transformar o sistema prisional, oferecendo novas oportunidades para os apenados e para a sociedade. "A proposta do Governador Caiado visa integrar o trabalho das unidades prisionais à melhoria de espaços públicos essenciais. Além de revitalizar esses espaços, estamos criando condições para a reintegração dos apenados à sociedade, diminuindo a reincidência criminal, dando continuidade a um estado mais seguro", afirmou Josimar.
De acordo com a Lei de Execução Penal, apenados em regime fechado ou semiaberto têm direito à remissão da pena por meio do trabalho. A cada três dias de serviço prestados, um dia é descontado da pena. Além de representar uma forma de punição, o trabalho nas unidades prisionais oferece aos detentos a chance de desenvolver habilidades profissionais que podem ser utilizadas após o cumprimento da pena, ajudando na reintegração social.




