Goianésia-A movimentação política nacional entrou em nova fase com a reorganização de forças dentro do campo de centro-direita e a definição de estratégias para as eleições de 2026. No quadro “Falando Sério”, o ex-deputado federal Vilmar Rocha analisou os bastidores das articulações e os possíveis cenários que começam a se desenhar no país.
Segundo ele, a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de uma eventual candidatura presidencial pelo PSD provocou mudanças relevantes dentro do grupo político. A decisão teria sido motivada pela necessidade de consolidar a sucessão estadual, o que abriu espaço para a reorganização interna do partido.
Com isso, Vilmar aponta que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passa a ocupar posição de destaque como possível candidato à Presidência da República pelo PSD. “Com a desistência dele, o segundo da lista é o Caiado. Hoje, o nome é o Caiado. A ideia é até o final dessa semana indicar um nome. Inclusive, já houve reunião em São Paulo para tratar disso”, afirmou.
A análise também destaca o papel estratégico de estados com grande peso eleitoral, como Minas Gerais. Com cerca de 14 milhões de eleitores, o estado é considerado decisivo em qualquer disputa presidencial. Segundo Vilmar Rocha, a relação política com o PSD mineiro pode influenciar diretamente na construção de alianças e no fortalecimento de uma candidatura nacional.
Outro ponto abordado foi a tentativa de construção de uma alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos do país. “O projeto do PSD é ter uma candidatura própria para fugir dessa polarização entre PT e PL. Isso não é bom para o Brasil”, avaliou.
Dentro desse contexto, a possível candidatura de Caiado também é vista como uma oportunidade de projeção nacional para Goiás. “É bom para Goiás ter um candidato a presidente. Isso coloca o estado como referência no debate nacional”, destacou.
Apesar das movimentações, Vilmar Rocha ressalta que o cenário ainda está em formação e pode sofrer alterações até a oficialização das candidaturas. “Até as convenções, muita coisa pode acontecer. Política é dinâmica”, afirmou.
Ele encerrou a análise com uma reflexão sobre o processo eleitoral e a imprevisibilidade das disputas presidenciais. “A presidência é destino. Você faz a sua parte e deixa o restante acontecer”, concluiu relembrando frase do ex-ministro Tancredo Neves.




