Goianésia-Levantamento recente sobre infraestrutura logística aponta melhora nas condições das rodovias goianas ao longo de 2025. O resultado é visto como fator estratégico para o transporte de cargas, a redução de custos operacionais e o fortalecimento da economia estadual, especialmente em um território com forte vocação agroindustrial e grande dependência do modal rodoviário.
De acordo com a 11ª edição do Relatório de Infraestrutura de Transporte, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás, 68% das rodovias em Goiás apresentaram melhorias em 2025. O estudo mostra que os trechos classificados como “ótimo” e “bom” passaram de 2.140 para 3.592 quilômetros.
Outro dado apresentado pelo relatório diz respeito à sinalização viária. Nesse quesito, o avanço foi de 190%, com aumento de 1.861 para 5.405 quilômetros de vias consideradas adequadas.
O diretor da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás, Eduardo Alves, afirmou que os avanços são positivos, mas que ainda existem desafios importantes em diferentes regiões do estado.
“Lógico que a gente nunca vai chegar a 100% do ideal. Seria utopia dizer isso. Mas a gente vem cobrando sempre essas melhorias.”
Ele também chamou atenção para a necessidade de olhar além das rodovias pavimentadas, incluindo estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção.
“Mais de 40% ainda são vicinais, ainda não são asfaltadas. E, por incrível que pareça, as rodovias vicinais são as que, às vezes, precisam de mais atenção também.”
Segundo Eduardo Alves, embora as rodovias estaduais tenham papel central na mobilidade e no transporte, as vias secundárias também são fundamentais para ligar propriedades rurais, polos produtivos e municípios menores às principais rotas logísticas.
O relatório também analisou outros modais de transporte, como ferrovias, hidrovias e aeroportos. Para o representante do setor produtivo, ampliar investimentos em infraestrutura é decisivo para manter Goiás competitivo no cenário nacional.
“Se a gente tem rodovias com melhor qualidade, a gente tem uma trafegabilidade melhor, a gente tem os nossos caminhões, que hoje representam 60% da nossa produção, rodando de forma eficiente.”
Ele destacou que melhorias nas estradas impactam diretamente no custo final de produtos e serviços.
“Se a gente tem uma rodovia boa, excelente, conforme os relatórios ali, eu vou ter valores de fretes menores e, consequentemente, eu vou ter um valor lá na ponta também melhor para o consumidor.”
A 11ª edição do Relatório de Infraestrutura de Transporte foi elaborada com base em dados de instituições oficiais, entre elas a Confederação Nacional do Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e a Agência Nacional de Aviação Civil.




