Goianésia- A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou, nesta semana, o primeiro caso de febre Oropouche no estado. O paciente é um homem adulto, morador de Anápolis, que procurou atendimento médico no dia 24 de março, com suspeita inicial de dengue.
Segundo a pasta, o paciente apresentou sintomas como febre, tontura e erupções cutâneas. Após a realização de exames laboratoriais, foi confirmada a infecção pelo vírus Oropouche. O quadro clínico foi considerado leve, com boa evolução.
A investigação epidemiológica aponta que o caso não é importado, o que levanta a hipótese de transmissão local. Equipes de vigilância seguem monitorando a situação, e a Regional de Saúde de Anápolis já confirmou a presença do vetor transmissor no município.
Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, como explica a infectologista Larissa Tibério:
“A febre Oropouche é uma arbovirose associada a regiões de clima úmido. A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito-pólvora, conhecido também como maruim em algumas regiões. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares e articulares, dor de cabeça, náuseas, diarreia e manchas na pele.”
A transmissão ocorre, principalmente, pela picada do mosquito-pólvora, que pode adquirir o vírus ao picar pessoas ou animais infectados. Um dos pontos de atenção é a possibilidade de recidiva dos sintomas: em até 60% dos casos, pode haver uma nova manifestação da doença semanas após a recuperação inicial.
Não há tratamento específico para a febre Oropouche. O manejo é feito com foco no alívio dos sintomas, incluindo repouso e hidratação. A prevenção, portanto, é fundamental, como reforça a especialista:
“Apesar de não haver vacina, é possível prevenir a doença com o uso de repelentes, especialmente por gestantes, além de roupas compridas, evitar áreas com grande presença de mosquitos, eliminar possíveis criadouros e utilizar telas de proteção em portas e janelas.”
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou quase 12 mil casos de febre Oropouche em 2025, com cinco mortes confirmadas e outras duas ainda em investigação.




