Goianésia- Assistentes da Educação Infantil da rede municipal de Goianésia aprovaram, em assembleia extraordinária, a deflagração de greve nas creches do município a partir do dia 11 de maio. A categoria reivindica a regulamentação da Lei nº 15.326/2026, o cumprimento das progressões funcionais e medidas de valorização profissional.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Goianésia, Marília Rodrigues, a paralisação foi definida diante da falta de avanços nas negociações com o Executivo.
“A classe de Assistentes da Educação Infantil, reunida em assembleia extraordinária, decidiu que, caso não haja uma proposta para a regulamentação da Lei nº 15.326 no município, entraremos em greve a partir do dia 11 de maio. Com isso, apenas 30% das creches devem funcionar. A decisão reflete a defasagem salarial e a falta de valorização, sendo que temos direito a um piso nacional”, afirmou.
Durante a paralisação, as unidades devem operar com 30% do efetivo, conforme previsto na legislação para serviços essenciais. Segundo o sindicato, a categoria permanece aberta ao diálogo e aguarda uma proposta que atenda às demandas apresentadas, buscando reduzir os impactos no atendimento às crianças e às famílias.
Marília também destacou a expectativa por um posicionamento do poder público:
“Esperamos que o Executivo não deixe a sociedade pagar por essa situação. Estamos aguardando uma proposta digna para a classe. O município tem este prazo para apresentar uma solução.”
A equipe de reportagem da RVC FM procurou a Secretaria Municipal de Educação de Goianésia para comentar o caso. Em nota, a pasta informou que o posicionamento oficial será divulgado diretamente à comunidade, nos próximos dias, por meio de um comunicado jurídico.




