Penas somam 145 anos de prisão

Goianésia- A Justiça de Goiás condenou dez pessoas envolvidas em um esquema conhecido como “disk drogas”, que atuou por cerca de uma década em Goiânia e movimentou mais de R$ 110 milhões, segundo o Ministério Público de Goiás. As penas, relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, somam 145 anos de prisão.

De acordo com a sentença, o líder do grupo, Baltazar Cabral Júnior, foi condenado a quase 40 anos de reclusão, em regime fechado. Outros integrantes, como entregadores e pessoas utilizadas como “laranjas”, receberam penas menores, a serem cumpridas nos regimes semiaberto e aberto. Parte dos nomes dos condenados não foi divulgada.

As investigações apontaram que a organização criminosa tinha uma estrutura bem definida, com divisão de funções entre os membros. Havia responsáveis pelo armazenamento e preparo das drogas, além de pessoas encarregadas de coordenar a logística de distribuição, que incluía entregas diretas aos usuários.

Ainda conforme o Ministério Público de Goiás, o grupo também atuava na ocultação dos lucros obtidos com o tráfico. Para isso, utilizava empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros, com o objetivo de dar aparência legal ao dinheiro. A compra de imóveis e bens de alto valor também fazia parte da estratégia para dificultar o rastreamento dos recursos pelas autoridades.

A decisão foi proferida pela 2ª Vara Especializada, que destacou a continuidade das atividades criminosas mesmo após ações anteriores das forças de segurança, como a Operação Ávalos. Segundo o magistrado, a capacidade financeira da organização indicava risco de reincidência, o que motivou a negativa do direito de recorrer em liberdade para os réus que já estavam presos.