Goianésia-Um episódio de agressão registrado dentro de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), em Goianésia, provocou forte repercussão entre profissionais da rede municipal de ensino. O caso envolveu a mãe de um aluno e uma assistente de educação infantil, reacendendo o debate sobre segurança nas unidades escolares e a proteção de servidores e estudantes.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Goianésia, Marília Rodrigues, afirma que a categoria tem buscado diálogo sobre medidas de prevenção, como a instalação de câmeras de monitoramento nas unidades.
“Com relação às câmeras nas creches, eu questionei o secretário sobre a possibilidade de instalação, já que, no mandato anterior, havia pelo menos nos pátios. Ele me disse que existe uma proibição do Ministério Público, mas eu quero entender melhor essa questão, porque em outras cidades isso já existe e ajuda a proteger o servidor de acusações. O assistente de educação infantil está cada vez mais vulnerável. Inclusive, uma colega foi agredida fisicamente. Se houvesse câmera, teríamos mais elementos para esclarecer os fatos”, afirma.
Após o episódio, assistentes de educação infantil passaram a relatar publicamente preocupação com a segurança no ambiente de trabalho. Para a servidora Nivian Xavier, a instalação de câmeras seria uma forma de proteção tanto para profissionais quanto para as crianças.
“As câmeras são de extrema importância nas creches. Elas ajudam a resguardar o servidor de acusações e também protegem as crianças. O que aconteceu com a nossa colega foi muito triste. É um anseio de todas nós que haja esse sistema de segurança para que todos fiquem protegidos”, diz.
Entre as principais reivindicações da categoria está justamente a retomada ou implantação de sistemas de monitoramento nas unidades escolares. Para as profissionais, o recurso pode contribuir para a prevenção de conflitos e o registro de ocorrências.
“Faz muita falta. Para nós, é uma segurança e uma prova, caso aconteça alguma situação. Não entendemos por que não estão funcionando ou não foram instaladas. Precisamos dessas câmeras nas instituições, pela segurança das crianças e dos profissionais”, afirma a assistente Ângela Cruz.
A discussão também ganhou repercussão nas redes sociais, onde servidores e apoiadores passaram a cobrar mais segurança nas escolas municipais. Para a servidora Adriana Pureza, o sistema de monitoramento é essencial em áreas de circulação de pais, alunos e funcionários.
“As câmeras são muito necessárias, principalmente nas entradas, saídas, corredores e áreas comuns. Elas garantem segurança para todos e mais confiança para os pais”, pontua.
Em nota, o Centro Municipal de Educação Infantil Dona Mercedes Lopes da Silva informou que repudia o ocorrido. A unidade confirmou que a agressão envolveu a mãe de um aluno e a assistente de educação infantil Elaine Eterna de Oliveira, destacando que o episódio incluiu violência física e acusações consideradas inverídicas.
A direção afirmou, ainda, que não compactua com qualquer forma de violência, que já está adotando as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes e que presta apoio à servidora e aos demais profissionais da instituição. O comunicado reforça a defesa do diálogo, do respeito e da segurança no ambiente escolar.
A Secretaria Municipal de Educação foi procurada para comentar quais providências serão adotadas, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.




